A bordo, ainda não!

Um dos prazeres da classe média-média (ou um pouco superior) brasileira vinha sendo navegar nos transatlânticos nacionais e internacionais, na temporada de verão. Vinha sendo. Mas a pandemia do Covid-19 (vírus “Gama, Delta e agora Ômicron), as duas primeiras pareciam estar de saída com a reação das vacinas. Agora voltaram trazendo uma nova companhia o já citado Ômicron.
Felizmente, graças a Ciência, os males causados já não são os mesmos. Mesmo contaminadas as pessoas reagem bem, graças as vacinas logicamente. Daí que os cruzeiros marítimos voltaram a circular nos portos de cidades turísticas brasileiras desde novembro e deveria (ou deverá) estender-se até abril. Mas foram interrompidos novamente pela pandemia até segunda ordem.
É uma pena, pena mesmo para a economia do país quantos milhões de reais os visitantes deixariam nas cidades. Em relação a tripulação, quantos empregos as viagens absorveriam. E na questão da alimentação e bebida que seria comprada também. E os prejuízos que terão Rio de Janeiro, Búzios, Salvador, Ilhéus, Florianópolis e outras localidades serão incalculáveis. Já tiveram meio “réveillon” (nem isso) e sem festejos carnavalescos na maioria delas. Uma calamidade.
E além disso, o não poder viajar através do mar quase uma aventura para muitos. São dias ou semanas geralmente agradáveis. Para muitos, o inicio é temeroso. Enjoos, tonturas, mal-estar, dor de cabeça e estomago e outros desconfortos. Pode levar um ou dois dias mais depois geralmente passa. Os departamentos médicos dos navios são bastantes eficazes. E para quem não sente nada, melhor ainda. Os novos transatlânticos são verdadeiras cidadezinhas flutuantes: duas mil, três, quatro e até cinco mil pessoas que circulam o tempo todo pela nave, geralmente tranquilas e satisfeitas. É muito gostoso acordar e olhar pela janela (geralmente pequenas, mas nem todas cabines tem) a cidade hospedeira. E ao contrário da viagem aérea quando temos que descer quase que imediatamente num pouso na cabine marítima há todo um tempo, podemos espreguiçar, bochechar, mexer com os pés, dormir mais um pouco, enfim levantar para um fumegante café da manhã, quando muitas vezes, teremos que batalhar uma mesa vazia daí ancoramos para conhecer (e sentir) o local a portado poderia ser Salvador na “boa terra” Bahia, por exemplo. Depois do almoço (a qualquer hora verá refeição) nova descida, piscina, roda de pizza, a tardezinha, banho, preparação para o jantar.
Neste, sempre a exigência de traje mais social para apreciar e devorar as delicias do “buffet” trazido por garçons muitos gentis. Conversas e fim de noite num bar noturno do transatlântico quando iremos ouvir e ver conjuntos musicais com ótimos (quase sempre!) cantores e ótimo repertorio. No dia seguinte segue tudo o mesmo.
Quando chega o final da viagem “bate uma fossa” os dias voltaram a ser comum.
Quando tudo voltar ao normal (?) nunca viaje sozinho. Você se perde na imensidão da nave. Em grupo é mais seguro e divertido.

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