Moradores das ruas Dr. Júlio Prestes e Dr. Virgílio de Rezende, no centro de Itapetininga, têm reclamado do funcionamento de adegas e estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas até altas horas da noite. Segundo eles, o aumento desse tipo de comércio tem causado barulho, aglomerações, consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade e até confusões, o que tem tirado o sossego e gerado preocupação com a segurança nas redondezas.
“Depois das dez da noite é impossível dormir. O som é muito alto e as pessoas ficam na rua, bebendo e gritando até de madrugada. A gente liga várias vezes pedindo fiscalização, mas nada muda”, relata Ana Fonseca, moradora da região central.
Um comerciante da mesma área confirma que a situação se repete toda semana. “É sempre a mesma coisa, uma bagunça. Parece que virou ponto de encontro para quem quer beber na rua. O movimento vai até de madrugada, quase de manhã. Menores de idade bebendo é o que mais tem”, afirma.
Os relatos também chamam atenção para a presença de adolescentes em meio às aglomerações, onde há consumo de bebidas alcoólicas. “Tem jovens de 14, 15 anos ali, misturados com adultos, bebendo como se fosse normal, vejo isso direto. Falta polícia nesses lugares pra saber quem está vendendo ou dando bebida para esses menores”, aponta uma moradora do entorno da rua Dr. Virgílio de Rezende.
Outro morador da região central, que mora há mais de 20 anos no bairro, conta que sexta-feira e sábado são os dias mais agitados nas ruas. “A rua fica lotada de motos e adolescentes. É som alto, gente gritando e brigando. Já teve confusão grande aqui, e a gente fica com medo e sem paz pra descansar”.
Um vídeo gravado na Rua Dr. Virgílio de Rezende registra aglomeração, som alto e um motociclista empinando a moto, assista abaixo.
Fiscalização
O tema também tem sido debatido na Câmara Municipal. O vereador Gê de Araújo (PP) cobrou da Prefeitura maior fiscalização e atuação dos órgãos competentes em relação às adegas, incluindo o reforço das ações da Fiscalização de Posturas e das forças de segurança, além da verificação de alvarás, horários de funcionamento e possíveis irregularidades, como a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade.
Em nota, a Prefeitura de Itapetininga, por meio do setor de Fiscalização e Posturas, informou que tem acompanhado as demandas da população e da Câmara, relacionadas ao funcionamento de adegas e comércios de bebidas alcoólicas. Segundo o Executivo, as fiscalizações foram intensificadas e têm sido realizadas semanalmente por meio de ações conjuntas entre secretarias e demais órgãos. “A GCM tem atuado de forma contínua, realizando rondas preventivas e atendendo denúncias de perturbação do sossego, além de autuações de trânsito e apreensões associadas a esses locais”, informou.
A administração municipal orientou que denúncias podem ser feitas pelos telefones 156 (Prefeitura), 153 (GCM) e 190 (Polícia Militar).
Já a Polícia Militar, disse que mantém policiamento ostensivo e preventivo em Itapetininga. Desde setembro, as operações ocorrem toda sexta e sábado, com foco na fiscalização de bares e adegas, combate ao som alto e fechamento de locais irregulares. Segundo a corporação, entre janeiro e outubro, foram realizadas 107 fiscalizações, com 45 notificações, 15 fechamentos, 535 abordagens, seis prisões de procurados, duas por tráfico de drogas e 18 autuações de trânsito.















