“Os fins justificam os meios” é uma frase que, geralmente, é atribuída a Nicolau Maquiavel que viveu nos anos 1469 a 1527 d.C., no entanto, ela foi empregada pelo filósofo Ovídio que viveu nos anos 43 a 17 a.C.
Jesus, que é Deus, e conhece e sonda o pensamento humano e sabe a palavra antes que ela chegue à língua, já conhecia o pensamento do filósofo Ovídio, quando assim se expressou: “Exitus acta probat” que traduzida dá a ideia de que os fins justificam os meios.
Numa parábola, Jesus, discorrendo sobre o administrador infiel, elogia a previsão dele e não a sua desonestidade, quanto a sua preparação para o futuro. Usou o administrador o método tortuoso para atingir o seu objetivo. Colocou em prática a frase de Ovídio: “Os fins justificam os meios”.
Lucas, o médico, que escreveu o seu evangelho, depois de uma pesquisa acurada, narra a seguinte parábola: -“Havia um homem rico que tinha um administrador; e este lhe foi como quem estava a defraudar os seus bens, (isto é, estava adulterando, falsificando.) Então, mandou-o chamar e lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela. Disse o administrador consigo mesmo: Que farei, pois, o meu senhor, me tira a administração? Trabalhar na terra não posso; também mendigar tenho vergonha. Eu sei o que farei, para que quando for demitido da administração, me recebam em suas casas. Tendo chamado cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu patrão? Respondeu ele: Cem cados de azeite. Então, disse: toma a tua conta, assenta-te depressa e escreve cinquenta. (Cado de azeite equivale a 22 litros.) Depois perguntou a outro: Tu quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta. (coro de trigo equivalia a 220 litros) Elogiou o senhor o administrador infiel porque se houvera atiladamente, (“isto é, com esperteza, sagacidade”.) Os parêntesis não estão no texto bíblico. (Lc. 16;1 a 13)
Diante da parábola, nós, discípulos de Jesus, podemos asseverar que assim como o administrador fez amigos, usando os bens do seu patrão, assim devemos fazer amigos com os nossos próprios recursos. Por fim, Cristo disse algumas coisas duras a respeito do dinheiro, isto é, do amor ao dinheiro. É verdade que a cobiça do dinheiro é a causa da maioria dos crimes e de muitas guerras.
O administrador diminuiu o valor para conquistar a amizade, tirou os juros e, também, a sua comissão, prevendo o seu futuro.
Jesus, portanto, elogiou a previsão do administrador e não os meios desonestos que ele usou para atingir o seu objetivo, logo os fins não justificam os meios.
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