O Jornal Correio resgata momentos marcantes de Itapetininga, revisitando reportagens e fatos que fizeram história há 20 anos. Nesta semana, republicamos a matéria de 2005: “IBGE registra crescimento de 54% na economia da cidade”, que destacava a valorização do PIB de Itapetininga na época.
Orestes Carrossi Filho
O Produto Interno Bruto (PIB) de Itapetininga cresceu 54% ente 2000 e 2003, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com este valor, a cidade ocupa o 53° lugar na condução de riquezas no Estado de São Paulo. No ano de 2000, o IBGE registrou uma produção de R$ 868 milhões, já em 2003, foi constatado que a cidade produziu R$ 1,3 bilhões. “Foi um crescimento vigoroso”, aponta o agente do IBGE local, Sérgio Majewski.
Apesar disso, a cidade perdeu duas posições em 2003 em comparação ao ano anterior. Entre as cidades vizinhas, estão Sorocaba com R$ 7,8 bilhões de PIB, na 10° posição, e Itu, com R$ 1,7 bilhão, em 45° lugar. Os estudos sobre 2004 e 2005 ainda não foram divulgados. A perda de posição, de acordo com o agente, é que os outros municípios tiveram um crescimento superior. Segundo o diretor do IBGE, o importante é que a cidade mantenha o crescimento constante e que supere a média nacional. As cidades que tiveram elevação acima da média estavam ligadas à produção de energia, como petróleo e hidrelétrica.
Conforme o agente do IBGE, o incremento da economia pode ser explicado com o investimento no setor agropecuário, principalmente, no processamento da cana de-açúcar, plantio de laranja e grama e abate de aves. “Foi um período de massivo investimento”, explica. Apesar dos investimentos neste setor, a cidade caiu de 4º para 7º lugar no País, no cálculo que o IBGE faz sobre o peso que tem o agronegócio na economia total do município. A principal vantagem do agronegócio é que não é um setor concentrador de riquezas.
Caso a renda fosse dividida igualmente entre todos os moradores, a renda per capita seria de R$ 9.911,00. Na estatística estadual, Itapetininga está na 319ª posição no ranking per capita. Na renda por habitante, Itapetininga também perdeu lugar, pois ocupava a 295ª. O número de habitantes estava estimado em 135.054 moradores. Para Majewski, a renda per capita não retrata a qualidade de vida das pessoas, apenas é um indicador econômico.
Conforme análise do diretor do IBGE, o crescimento é robusto, mas não é sentido pelos moradores. Para ele, isso é explicado porque a região ficou esquecida pelos governantes, alidade ao isolamento político da cidade durante décadas. Com a duplicação da SP-127, com a sobra de energia e mão de obra barata, a cidade possui perspectiva positiva para a atração de indústrias.
“Sempre foi uma região esquecida”, frisa. Para o caminho para o agente do IBGE, o melhor caminho para o desenvolvimento é a agregação de valores nos produtos primários produzidos pelo município. Com o desenvolvimento, o poder de arrecadação de impostos cresce e permite que a administração local invista em obras necessárias para atender a demanda da população. “Existem municípios com população igual, mas com receita orçamentária duas ou três vezes maior”, conta. “A cidade tem que crescer de qualquer forma”.
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