O Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel) informou que acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e a própria Sabesp após o atraso no pagamento dos funcionários da Provider, empresa terceirizada responsável pela Central de Atendimento ao Cliente da Companhia, em Itapetininga. Segundo o sindicato, a cobrança inclui não apenas a regularização dos salários, mas também o pagamento de vales-refeição pendentes, verbas rescisórias atrasadas e a aplicação das multas previstas pela Convenção Coletiva.
A entidade também destacou que acompanha o cumprimento do pagamento do 13º salário, que deve ser realizado até 19 de dezembro.
De acordo com funcionários, os salários atrasados foram pagos na quarta-feira, dia 10. No entanto, até o momento os holerites ainda não foram disponibilizados, o que impede a conferência dos valores.
Além disso, mesmo com o pagamento realizado, funcionários afirmam que muitos tiveram desconto ou ausência dos valores referentes aos feriados trabalhados. Eles também relatam que, desde segunda-feira, diversos colegas estão pedindo demissão em razão da instabilidade criada pelo atraso.
A unidade funciona no Call Center da Sabesp localizado na Rua Alex Amadeu Belinato, 100, Vila Rio Branco.
O Sintratel informou que realizou, na manhã de segunda-feira, dia 08, uma manifestação em frente à Provider para exigir o pagamento imediato. Segundo o sindicato, a mobilização aconteceu devido ao impacto do atraso para “centenas de famílias” e resultou na liberação dos salários ao longo da semana.
O que diz a Sabesp
A Sabesp informou ao Correio que acionou a Provider para regularizar totalmente os pagamentos, reforçando que todos os repasses da Companhia à contratada estão em dia. A estatal informou ainda que acompanha a situação e avalia medidas adicionais previstas em contrato.
A Sabesp lamentou eventuais dificuldades no atendimento e orientou os clientes a priorizarem o WhatsApp (11) 3388-8000 ou a Agência Virtual do site oficial enquanto o serviço telefônico é normalizado.
A Provider não retornou aos questionamentos enviados pelo Correio sobre o motivo do atraso, a previsão de disponibilização dos holerites e eventuais ações internas para estabilizar o atendimento.
Segundo funcionários, a situação também se repete na unidade da empresa no município de Poá.
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