Com a chegada do verão, que começa no próximo domingo, dia 21, e o período de férias escolares, pais e responsáveis devem ficar atentos aos cuidados com a pele de crianças e adolescentes diante da maior exposição ao sol e ao calor. Segundo a dermatologista Katia Takahashi, a conscientização desde a infância é fundamental, com o uso do protetor solar, hidratação adequada e atenção aos horários de maior incidência solar.
Ela conta que além das queimaduras e manchas consequentes da exposição solar, existem muitas alergias que pioram ou são desencadeadas pelos raios solares, ou pelo calor, um exemplo é a urticária solar. “Nesses casos, não há outra solução a não ser evitar o sol e procurar um dermatologista para o diagnóstico”, explica.
Conforme a especialista, a pele infantil é demasiadamente delicada, igualmente a de um idoso, em comparação a pele de adultos. Ela frisa que o uso de filtro solar deve ser feito diariamente, ainda que esteja nublado, nas áreas expostas das crianças, sendo recomendado o Fator 30. “Ideal passar o protetor solar logo ao acordarmos e reaplicar a cada três horas ou, como na praia, aplicar a cada saída da água ou excesso de transpiração”, sugere.
Kátia ressalta que para as crianças, devido a maior sensibilidade de suas peles, recomenda-se a preferência pelo protetor solar infantil, que resiste melhor a transpiração. Além disso, ela lembra também do uso de hidratantes, principalmente hidratantes calmantes, muito recomendados durante o verão.
A dermatologista alerta aos pais sobre o tempo que os filhos passam na praia e piscina, sendo necessário períodos de pausa, especialmente durante os horários de pico do sol, das 11h às 15h. “Se acontecer da criança passar o dia inteiro na praia ou na piscina, é grande o risco de uma insolação ou hipotermia”, frisa. Os cuidados necessários nessas situações é, se houver insolação, manter a criança em um local aberto e bem ventilado, com bastante hidratação ou via oral ou em forma de spray.
Ela orienta a observação dos sintomas que surgem na pele dos filhos para poder separar uma queimadura de uma insolação. De acordo com Takahashi, a queimadura fica vermelha, podendo haver uma variação do grau da queimadura de leve – quando a pele fica somente vermelha e quente –, até intenso – quando há a formação de bolhas. Já no caso da insolação, ela explica que a criança vai começar a apresentar hipotermia, pode ocorrer desmaios, confusão mental e febre alta.
Kátia ainda destaca o cuidado para com bebês de até seis meses, que não devem ser expostos ao sol. “Os bebês menos de seis meses não podem ser expostos ao sol, porque como eles ainda não têm a maturidade do fígado, não é aconselhado o uso de protetor solar, e são mais sensíveis à desidratação e à insolação”.
“Já jovens e crianças que já possuem dermatite ou outras alergias precisam procurar um dermatologista para usarem protetores, além de infantis, do tipo físico, que não possuem nenhum tipo de química ou risco que possa desencadear mais dessa alergia”, orienta a médica.
Kátia ainda recorda do uso de acessórios e roupas para se proteger dos raios de sol, como bonés, chapéus e óculos escuros. Segundo ela, as roupas já têm normalmente um filtro solar, sendo estes mais seguros do que o próprio creme protetor, pois vestindo uma camisa o dia todo, você está mais protegido do que com o filtro, sendo necessário que você esteja constantemente reaplicando ele a cada uma ou duas horas na praia e na piscina se estar entrando e saindo muito da água.
“A quantidade certa de protetor solar para se aplicar na pele equivale a uma colher de chá para cada área do corpo, seja rosto, costas ou em cada braço e em cada coxa. Basicamente seria o equivalente a dois miligramas por centímetro quadrado de área corporal, reaplicando na cidade a cada três ou quatro horas, e na praia e na piscina, a cada uma ou duas horas”, finaliza.















