Histórias de superação, afeto e transformação vividas por mães de crianças com deficiência serão retratadas em uma exposição fotográfica inédita em Itapetininga. O projeto, idealizado pela fotógrafa Lubna Nogueira, busca dar visibilidade à maternidade atípica por meio de imagens e relatos reais.
O evento será realizado no dia 5 de maio, a partir das 19h, na Câmara Municipal de Itapetininga, e será intermediado pela vereadora Júlia Nunes (PSD). A programação inclui apresentação de crianças da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), além de relatos de mães participantes, que irão compartilhar como o diagnóstico dos filhos impactou suas rotinas e a dinâmica familiar. Também está prevista uma atividade conduzida pela musicoterapeuta Josi de Paula.
Lubna expõe que o projeto tem sido sonhado há bastante tempo. “Eu sempre quis fazer uma exposição, porém, queria uma com o propósito de levar informações, e não apenas mostrar fotos aleatórias”.
Ela explica que a ideia surgiu durante um encontro do grupo de mães atípicas “Mamacitas”, quando teve conhecimento de uma exposição fotográfica sobre crianças cardiopatas. Naquele momento, Lubna sentiu que deveriam fazer uma das mães do próprio grupo, no entanto, os planos só foram sair do papel, de fato, após uma conversa com a Ana Queiroz, do Projeto TEA, que sugeriu que ela fizesse não somente de mães de crianças autistas, mas também de todo o tipo de maternidade atípica.
“As fotos, em si, forão rápidas. Marcamos todas as mães para dias próximos, então em cinco dias estava tudo pronto. São 20 mães-modelos no total”, detalha.
Atualmente ela está em busca de patrocinadores, para auxiliar na impressão das fotos e nas compras dos cavaletes expositores. Ainda assim, ela se sente confiante. “É um projeto que nasceu no meu coração, e quando Deus coloca no seu coração algo, é porque ele vai dar a possibilidade de ser realizado”, resume.
Maternidade atípica
Lubna defende que procurou representar nas fotos diversos tipos de maternidade atípica. “É um sonho concretizado, pois tenho o propósito de levar a informação de que o amor de uma mãe vai além do diagnóstico”, ressalta.
A exposição reúne histórias de mães de crianças com diferentes condições, como autismo, síndrome de Down, paralisia cerebral, cardiopatias congênitas, microcefalia, deficiências físicas, TDAH, entre outras. A proposta é evidenciar que, apesar dos desafios, a maternidade atípica é marcada por vínculos afetivos e ressignificações.
Para ler mais notícias como essa, acesse a área de Cultura.


















