A Fundação Procon-SP informou que as empresas devem oferecer uma alternativa ao consumidor que comprou passagem aérea para países afetados pelo coronavírus, mas que decidiu postegar ou cancelar a viagem com medo da doença. A mesma indicação vale para quem adquiriu pacote turístico.
Nesta semana o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de coronavírus (Covid-19) no Brasil. Um morador de São Paulo, de 61 anos, esteve no norte da Itália, entre os dias 9 e 21 e ao retornar ao Brasil, foi submetido a exames, que resultaram na confirmação. Na região metropolitana de Sorocaba, há três casos suspeitos, nas cidades de Itu, São Roque e Sorocaba. Dois dos três pacientes também teriam visitado a Itália durante a epidemia.
O Jornal Correio conversou com algumas agências de turismo da cidade, que ressaltaram que, por aqui, ainda não há casos de cancelamentos por conta do vírus. Duas delas realizaram viagens internacionais para países afetados, mas ambas garantiram que os turistas itapetininganos são orientados a se prevenir contra a doença antes, durante e após a viagem.
As agências descartaram a hipótese de diminuição na procura de viagens nacionais e internacionais, mas há quem discorde. Edson Rosa, um dos agentes contatos pelo Jornal Correio, disse que alguns turistas evitaram ou até mesmo trocaram datas de viagens em locais onde o vírus está se espalhando.
Para evitar prejuízos, o Procon dá outras orientações aos consumidores com viagens marcadas para países com casos comprovados.
Os consumidores que compraram passagem aérea ou pacote turístico com destino para Itália, ou outro país que tenha casos comprovados de pacientes infectados com o vírus, devem procurar o Procon caso decidam cancelar a viagem em razão da preocupação com o coronavírus.
Isso porque, nessa hipótese específica, que não tem previsão legal, faz-se necessário negociar com a empresa que não pode se recusar a oferecer alternativas ao consumidor. Ainda de acordo com o chefe de gabinete do Procon-SP, Guilherme Farid, “mesmo as empresas não tendo culpa, a lei reconhece que a parte vulnerável da relação é o consumidor, de modo que é ele quem merece especial proteção”.
De acordo com o Ministério da Saúde, no mundo, já foram registrados mais de 80,2 mil casos do coronavírus em 34 países. Foram registradas 2,7 mil mortes causadas pela doença, sendo que os casos mais graves são aqueles que afetam pessoas com mais de 60 anos.
No Brasil, são 132 casos suspeitos de coronavírus, de acordo com balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira, dia 27. O número representa um salto em relação ao dia anterior, quando havia 20 casos. O aumento poderia ser ainda maior, já que outras 213 notificações foram enviadas pelos estados, mas os técnicos do ministério não conseguiram fazer a análise antes da finalização do boletim.
















