O plantio de soja em Itapetininga cresceu cinco vezes e subiu de 2 mil para 10 mil hectares no ano passado. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola e confirmados pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Com isso, a produção se elevou de 80 mil para 375 mil sacas de 60 quilos. O resultado é maior desde que o órgão do governo estadual começou – a partir do ano 2000 – a divulgar os resultados da produção agrícola por município. O crescimento espantoso é da ordem de 500%.
O engenheiro da Cati, Luiz Carlos Leitão, conta que o crescimento do plantio de soja em Itapetininga está ligado a fatores internacionais. “Este grão que se tornou uma das principais commodities brasileira é opção favorável para grandes lavouras se comparado ao milho, por exemplo, no qual os preços são vinculados ao mercado nacional”, afirma.
Leitão explica que a soja tem ocupado áreas que antigamente eram de pastagem. “Produtores que tinham terras com braquiárias passaram arrendar ou produzir o grão”, conta. Questionado se ainda é possível aumentar á área de produção nos próximos anos, ele foi cauteloso. “Pode. Mas não como agora. A tendência é que se estabilize devido ao grande investimento financeiro nesta cultura o que limita o cultivo da soja”, explica.
O processamento interno e as exportações de soja em grão também devem ser históricos, assim como a produção e o consumo interno de farelo e de óleo de soja. No caso da exportação, adicionando-se o farelo e o óleo exportados, cerca de 2/3 da produção brasileira de soja deve ser enviada ao mercado externo.
O plantio da soja é iniciado após o dia 30 de setembro com o fim do vazio sanitário. “Este regra é estabelecida para evitar a ferrugem asiática, uma praga que caso a plantação adquira os produtores terão que gastar com pulverização”, explica Leitão. O especialista da Cati conta que entre o final de fevereiro e março os produtores deverão iniciar a colheita.
Recuo nas exportações
A produção de soja nacional na temporada 2014/15 deve ser recorde. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, explicam que, além do aumento da área, estimativas sinalizam, pelo menos por enquanto, que o Brasil pode ter a segunda maior produtividade da sua história. Como a Argentina também pode ter safra recorde em 2015 e os Estados Unidos tiveram, em 2014, a maior colheita da sua história, os estoques mundiais de soja devem crescer, mesmo com o consumo também avançando.
Com isso, os preços em 2015, pelo menos em dólares, devem operar bem abaixo dos registrados em 2014. “O efeito do câmbio na contabilidade do produtor deve ser potencializado pelos fatos de que as vendas antecipadas estão menores que no mesmo período da safra passada e os custos já foram quase que totalmente travados”, detalha o professor da Esalq/USP Lucilio Alves, responsável pelas pesquisas sobre o mercado de grãos do Cepea.
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