O casal Phelipe Douglas Alves, de 25 anos, e Débora Rolim de Moura, de 24, acusado de espancar até a morte a filha Emanuelly Aghata da Silva, de cinco anos, em março deste ano será julgado por homicídio qualificado pelo tribunal do júri. A decisão foi dada na noite desta segunda-feira, 18, pelo juiz Alfredo Gehring, da Vara Criminal, depois de ouvir os acusados e testemunhas do crime. A primeira audiência do crime durou mais de 10 horas. A investigação apurou que a criança foi agredida de forma violenta pelo pai e que as agressões eram sistemáticas.
A audiência foi realizada na segunda-feira, dia 18, no Fórum de Itapetininga, que fica na região central . O juiz Alfredo Gehring ouviu mais de 30 testemunhas, entre eles a babá da menina, os enfermeiros do Samu que atenderam a meninas e os delegados que registraram a ocorrência. Os réus vieram da penitenciária de Tremembé, onde estão presos e chegaram ao fórum de Itapetininga por volta das 10h. Eles vestiam uniformes de detentos.
Ouvido, Phelipe confirmou que batia na filha com o pretexto de educá-la. No interrogatório, acabou admitindo que, numa das surras, a menina sangrou pela boca. Em outra ocasião, ele a agrediu na cabeça com uma boneca que chegou a quebrar. Durante o dia do crime, ele afirma que a filha teria arranhado e mãe , para repreendê-la “deu umas palmadas nela”. A menia teria urinado na calça e ele a empurrou para o banheiro, foi quando ela teria escorregado e batido a cabeça”, cotou o pai.
Já a mãe negou participação nas agressões, mas o juiz entendeu que ela nada fez em defesa da filha. Ela foi considerada cúmplice das agressões sofridas pela menina. Durante a audiência, o juiz ouviu também 33 testemunhas. Os depoimentos confirmaram os maus tratos. O casal, que teve a prisão preventiva decretada, vai aguardar o julgamento na prisão, em penitenciárias de Tremembé. A data será definida após o julgamento dos recursos.
O juiz acatou a denúncia da promotoria de que, além de homicídio com quatro qualificadoras, houve também crimes de tortura, cárcere privado e adulteração de provas. Os advogados que defendem os dois acusados anunciaram que vão recorrer da decisão.
O caso
O caso chegou à polícia quando Emanuelly perdeu os sentidos em casa, na região central da cidade, e foi levada ao hospital no dia 2 de março. Os pais alegaram que a criança havia sofrido uma queda e uma convulsão, mas os médicos desconfiaram das múltiplas lesões. O casal foi preso um dia depois, no dia 3 de março , por suspeita de ter espancado até a morte a filha de cinco anos.
Pela gravidade dos ferimentos, a menina Emanuelly Agatha foi transferida para o Hospital Regional de Sorocaba, mas morreu durante a madrugada.
Além de Emanuelly, eles têm uma menina de nove anos e um menino de quatro.















