As recentes chuvas têm causado prejuízos em diversos bairros de Itapetininga. Dezenas de casas foram alagadas, pessoas desabrigadas, houve bloqueios de ruas e estradas, além de transbordamento de rios na área urbana e zona rural. Segundo a Casa de Agricultura de sexta-feira, dia 8, até quarta-feira, dia 13, foram registrados 260 milímetros – um dos maiores volume de chuva dos últimos anos para janeiro.
Cerca de 20 famílias tiveram as casas alagadas pela água na Vila Máximo. O bairro fica próximo ao local de encontro entre os ribeirões do Chá e Cavalos e está abaixo do nível do curso d’água. A rua mais prejudicada foi a Salomão Abib que dá acesso à Marginal dos Cavalos, via que também ficou alagada.
A professora aposentada Maricelma Aguiar esteve no local para ajudar o irmão e os demais moradores da Vila Máximo. Em entrevista ao Correio, ela relatou o drama que os moradores vivem no local. Segundo ela, a casa da família fica no final da rua e foi umas das mas afetadas. É a pior enchente desde 2004, segundo moradores.
“A família do meu irmão perdeu tudo. Ele estava tentando se reerguer como marceneiro., mas perdeu as máquinas e ferramentas”, disse. Qualquer chuva o quintal alaga e desta vez invadiu a casa. Ele tem 1,80 de altura ,no quintal a água atingiu o pescoço, dentro da casa chegou acima da cintura”, relata.
Na Vila Carvalho, onde também passa o Ribeirão dos Cavalos, a água invadiu algumas casas. O volume de água assustou os moradores que tiveram que deixar as residências. Morador da rua Pilar do Sul, o autônomo Amadeu Candido conta que a água o pegou de surpresa. “Foi tudo muito rápido, não deu tempo de tirar muita coisa”, afirmou o morador de 50 anos que teve que dormir na casa de um vizinho.
Jardim Fogaça
Do outro lado da cidade, nos bairros Taboãozinho e Jardim Fogaça, a força da água também fez estragos. Na rua Francisco Weiss Júnior, na altura do Condomínio Moradas, a tubulação rompeu e uma cratera foi aberta interditando parcialmente a pista. Segundo o secretário de Obras, Armando Morelli, o asfalto será reparado até esta sexta-feira, dia 15.
Próximo do local, uma cratera foi aberta na Rua Maria do Bom Sucesso de Proença Moraes, que está interditada nos dois sentidos na altura do Jardim Fogaça. Neste local, a prefeitura ainda não tem previsão.
Curuça
O bairro do Curuça II está debaixo d’água. Desde segunda-feira, dia 11, o nível do Rio Itapetininga aumentou e transbordou alagando as casas e causando prejuízos para os moradores. O rio aumentou 4,8 metros depois das chuvas, segundo a Casa da Agricultura. Só para comparação, no mesmo mês de 2015, o aumento foi de 60 centímetros.
A equipe de reportagem percorreu o bairro de barco na última terça-feira, dia 12. Em alguns lugares só é possível ver o telhado das casas, outras foram totalmente encoberta pelo rio. Segundo o comerciante Renê Nery, que vive no local, é a maior enchente dos últimos dez anos. “Começou a subir o nível do rio no domingo e agora já encobriu cerca de 30 ranchos, diz o morador que vive numa área que não foi afetada.
Segundo ele, muitos moradores perderam moveis, televisores, geladeiras e até mesmo animais. No bairro do Porto, cerca de 10 casas foram alagadas. Segundo Carlos Eduardo Martins, dono de uma propriedade no bairro, o prejuízo foi grande. “Não deu tempo de tirar nada, perdi cama, colchão e uma televisão nova”, diz o morador. Os bairros do Alciati e Carvão também foram afetados.















