Itapetininga ocupa a 585ª posição no ranking nacional que mede o Bem-Estar Urbano dos Municípios Brasileiros (Ibeu Municipal). Trata-se de um levantamento inédito do Observatório das Metrópoles, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), divulgado na semana passada que envolveu os 5,5 mil municípios brasileiros.
O Ibeu-Municipal abrange Mobilidade Urbana, Meio Ambiente, Condições Habitacionais, Serviços Coletivos Urbanos e Infraestrutura. A média geral da cidade é 0.878. Quanto mais próximo de 1,0, melhor é a condição de bem-estar urbano.
De acordo com os resultados apresentados, foi definida uma escalae da seguinte maneira: de zero a 0,500 corresponde às condições muito ruins; de 0,501 a 0,700 corresponde às condições ruins; de 0,701 a 0,800 corresponde às condições médias; de 0,801 a 0,900 corresponde às condições boas; de 0,901 a 1 corresponde às condições excelentes ou ótimas.
No levantamento, as cidades têm como principal problema a área de Infraestrutura Urbana, que envolve pavimentação, calçadas, iluminação pública, rampas para deficientes e drenagens de águas pluviais. O levantamento aponta que 91,5% dos municípios estão em níveis ruins e muito ruins, correspondendo a 2.579 como ruins (46,3%), e 2.516 como muito ruins (45,2%).
Itapetininga e as cidades da região estão inclusas nessa lista. Entre os indicadores, a cidade obteve a menor média apurada com 0,697 com esse indicador. Já o melhor desempenho, segundo o estudo, são os Serviços Coletivos Urbanos que mede o serviço de água, esgoto, atendimento adequado de energia e coleta adequada de lixo, com índice 0,963.
Buritizal (SP) é a campeã nacional (0,951). Na 5.565ª posição, o pior índice é de Presidente Sarney (MA), com 0,444. Na região, o melhor colocado é Cerquilho na 64º lugar, com índice 0,916. A anotação mais baixa foi registrada por Araçoiaba da Serra, com 0,781. A queda em relação as demais é justamente o setor de infraestrutura com 0,429.
De acordo com os coordenadores, o atual contexto das eleições municipais é um momento propício para debater propostas para os pontos estudados pelo IBEU-municipal. Esses indicadores expressam as condições de infraestrutura na cidade que podem possibilitar melhor qualidade de vida para pessoas.
Pesquisadores utilizaram os dados do censo do IBGE de 2010. Segundo Marcelo Gomes Ribeiro, coordenador do levantamento, apesar da distância de seis anos entre a obtenção dos dados e a divulgação dos resultados, o IBEU-Municipal ainda pode refletir as condições urbanas da maior parte dos municípios brasileiros, com atualização de alguns dos indicadores que estão disponíveis para outras escalas.
D1- Mobilidade Urbana
Avalia o deslocamento casa-trabalho. Quanto maior o tempo gasto, pior é a qualidade de vida. A pesquisa considerou como condições boas ou muito boas, aquelas pessoas que gastam até 1 hora por dia no trajeto casa-trabalho. As pequenas e médias obtiveram as melhores notas e demostrou que a questão da mobilidade urbana é uma problema metropolitano.
Itapetininga registrou nota 0,934, pois apesar de ser o terceiro maior município do Estado de São Paulo, sua área urbana está concentrada. A cidade tem um territórial de 1,9 milhão km², mas sua área urbana é pequena com extensão de cerca de 10 quilômetros. A melhor colocada, Cerquilho, 0,977. Sorocaba tem queda com 0,860. Já Quadra tem nota máxima, 1,000.
D2 – IBEU meio ambiente
Neste ponto, os técnicos analisaram três indicadores: arborização do entorno dos domicílios, esgoto a céu aberto no entorno dos domicílios e lixo acumulado no entorno dos domicílios. O indicador de arborização no entorno dos domicílios é obtido a partir da proporção de pessoas que moram em imóveis cujo entorno possui arborização. Itapetininga anotou 0,930, já Cerquilho, a melhor colocada alcançou 0,977. Uma das menores notas foi de Alambari, com 0,832.
D3-IBEU Habitacionais.
As condições habitacionais também constituem uma importante dimensão que influencia o bem-estar das pessoas na cidade. Considerou-se como densidade domiciliar adequada quando havia até 2 pessoas por dormitório. Este indicador é medido pelo número de pessoas no domicílio e número de dormitórios, pelas condições materiais da estrutura habitacional, assim como aglomeração dos domicílios. Os técnicos concederam nota 0,863 para Itapetininga. Cerquilho registrou 0,921. Uma das menores notas foi atribuída para Capão Bonito com 0,833.
D4-IBEU
Serviços Coletivos
Para analisar os serviços públicos essenciais para garantia de bem-estar urbano. Esse indicador corresponde à proporção de pessoas que moram em domicílio com fornecimento de água, coleta de esgoto, recolhimento de lixo e oferta de energia. Itapetininga anotou índice 0,963. Já a menor nota foi de Araçoiaba da Serra com 0,725. O destaque fica novamente por conta de Cerquilho com 0,985.
D5 – IBEU Infraestrutura
Este indicador compreende sete indicadores de análise: iluminação pública, pavimentação, calçada, meio-fio/guia, bueiro ou boca de lobo (drenagem), rampa para cadeirantes e logradouros. Esses itens possibilitam melhor qualidade de vida para pessoas, estando relacionados com a acessibilidade, saúde e outras dimensões do bem-estar urbano. Como foi citado anteriormente, Itapetininga obteve nota 0,697. Cerquilho marcou 0,916. A Araçoiaba da Serra anotou 0,429.















