Autoridades de saúde de Itapetininga estão preocupadas com o possível surgimento de casos do zika vírus na cidade, já que a doença é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Até esta semana Vigilância Epidemiológica de Itapetininga confirmou que a cidade já contabiliza 481 casos positivos de dengue no ano, mas até o momento não houve casos de febre chikungunya, nem do zika vírus, que pode causar microcefalia.
A prefeitura informou que está totalmente empenhada em prevenir e combater a doença e que as equipes realizam visitas domiciliares de rotina, além de vistorias periódicas em estabelecimentos com grande potencial para proliferação de mosquitos, tais como borracharias, ferros velho, reciclagens, cemitérios. “Realizamos também vistorias periódicas em imóveis cadastrados e com grande circulação de pessoas, tais como, estabelecimento de ensino, unidades de saúde”, explica.
A prefeitura também lavou com cloro as fontes da praças para evitar criadouros do mosquito. Nesta semana, a prefeitura realiza um arrastão na Vila Carolina. ”Este é o momento para limpar sua casa e seu quintal, recolher tudo que acumule água, como pneus, latas, potes, sacos, garrafas, entre outros. Serão recolhidos também madeiras e materiais inservíveis. Coloque tudo na calçada e um caminhão fará a retirada dos materiais”, informar a chefe da Vigilância Epidemiológica .
Até agora mais de mil casas foram vistorias nos bairros Vila Belo Horizonte, Distrito Gramadinho, Jardim Maricota, Nova Itapetininga, Distrito Rechã, Vila Arruda, Vila Barth, Vila Piedade e Vila Santana. Além disso, 750 toneladas de materiais foram retirados dos imóveis dos bairros citados.
Suspeitos de microcefalia
Os casos de bebês com suspeita de microcefalia (má-formação do cérebro) continuam aumentando no Brasil e chegam a 1.761 em 422 municípios de 13 Estados e no Distrito Federal, segundo um novo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, na última terça-feira, dia 8, em Brasília. No balanço foram constatados 19 óbitos de bebês com microcefalia em oito Estados.
A situação de emergência levou o governo do Estado a lançar o Plano Estadual de Enfrentamento das Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti: dengue, zika e chicungunha. O zika vírus, inclusive, teve sua relação direta com a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré confirmada. O Correio reuniu as características de cada uma das doenças, suas semelhanças e diferenças.
Veja o que é Zika
Caracterizada pelo aparecimento de manchas avermelhadas pela pele, febre menor do que 38,5º, dores articulares ou musculares, dor de cabeça, coceira. Os sintomas desaparecem entre o terceiro e o sétimo dia.
Confira o que é Chicungunha
Os doentes podem apresentar febre acima de 38,5 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a ter sintomas. O controle do mosquito é a ação mais importante, pois as pessoas podem ter chicungunha e dengue ao mesmo tempo.
Dengue
Os sintomas da dengue são mais diversos, podendo ter dores de cabeça, febre alta, tonturas e dores das articulações, além de sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes. Não há tratamento ou prevenção específica para a doença. O alívio dos sintomas é feito por meio de medicamentos como analgésicos e antitérmicos, além de muita hidratação, conforme orientação médica.















