Itapetininga possui o 7º lugar no gasto em saúde pública dentro da Região Metropolitana de Sorocaba, caso já fosse integrada ao grupo. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), o investimento per capita por ano na área é de R$ 688,93, acima do valor regional que foi de R$ 570 per capita. Os dados excluem os gastos das famílias com a rede privada de saúde.
É como se cada itapetiningano tivesse um gasto mensal na rede pública de saúde de R$ 57,41.O investimento está abaixo da média estadual que é 713,09 per capita ano e o financiamento da saúde pública no Brasil alcança, segundo o Siops, 688,10 por pessoa no ano. Em 2002, segundo ainda a mesma fonte, o investimento era de menos de um terço e registrava R$ 232,33.
Segundo o médico sanitarista do Ipea, Sérgio Francisco Piola, o problema do Brasil, se assim pode ser chamado, é que o gasto público é muito baixo para o país ter, efetivamente, um sistema de cobertura universal e atendimento integral. Para não ficar com a falsa impressão de que o SUS já tem muitos recursos, é útil fazer comparações com outros países com sistemas similares, explica o médico do Ipea.
Entre os países europeus, a participação das fontes públicas no financiamento do sistema representa em média 70% da despesa total, variando de 67,5% (Austrália) a 84,1% (Noruega). Na Austrália o investimento per capita ano alcança US$ 1.518 ano (R$ 6,7 mil), segundo dados de 2008.
Ao longo da última década, os gastos da saúde subiram sucessivamente. Há 10 anos, em 2004, o valor atingiu R$ 21,6 milhões. No ano passado, a despesa liquidada, ou seja, efetivamente alcançou R$ 105,8 milhões. Portanto, subiu cinco vezes, mas não houve a percepção que a saúde pública melhorou no período.
Os dados constam no site do Ministério da Saúde. O Siops é um sistema que disponibiliza informações sobre despesas em saúde de todas as cidades do Brasil. Do total aplicado, 55% é transferência da União para o Sistema Único de Saúde. O restante, 45% são custeados pelo orçamento municipal da prefeitura e do governo estadual.
Região
Na região, a melhor colocada foi a cidade de Jumirim, que aplicou R$ 970,97 per capita na saúde, segundo o Siops. Os dados são fornecidos pelas próprias prefeituras. O Ministério da Saúde faz a publicação de todas as cidades brasileiras. Araçariguama aplicou R$ 783,66 por pessoa e ficou com o segundo lugar, na frente de Sorocaba que investiu R$ 783,08 por morador do município, segundo dados do Ministério da Saúde.
Orçamento da secretaria de Saúde de Itapetininga cresceu ao longo do período. No ano passado, representou 30,94% do orçamento municipal. Em 2013, primeiro ano da gestão Di Fiori, mordeu a fatia de 27,95% do total do bolo. Em 2012, último ano da gestão Ramalho, a saúde pública exigiu o gasto de 25,45%, dizem os dados o Ministério da Saúde.















