A estiagem da região de Itapetininga que teve início no final do ano passado e se estendeu ao longo de 2014 contribuiu para redução de 35% das vendas de máquinas agrícolas. A informação é do gerente de uma das principais lojas da área maquinário do município, Luiz Carlos Pereira, que ainda prevê para o próximo ano dificuldades para recuperação do setor.
Pereira explica que a falta de chuvas prejudicou lavouras como milho, trigo e cana-de-açúcar. “Essas culturas, principalmente em grande escala, exigem utilização de tratores seja paro o plantio, colheita ou na pulverização. Como uma parte significativa dos produtores teve prejuízo com a perda da produção, a consequência foi a falta de investimentos no maquinário”, explica.
“As linhas de crédito oferecidas pelo governo federal para financiar a aquisição de tratores agrícolas também não animaram as vendas”, diz Pereira. Ele afirma que o mercado vinha em uma crescente nas vendas nos últimos três anos, mas a estiagem e outros fatores externos econômicos e políticos também prejudicaram o setor.
Para o especialista, o período eleitoral trouxe certa instabilidade ao agricultor. “Com as eleições federais havia uma expectativa se haveria mudanças no governo relacionado à economia, o que interfere diretamente no campo”, relata. Outro ponto citado pelo gerente se refere ao mercado externo. “Os preços dos grãos oscilaram muito nos últimos meses e o cenário traz insegurança para se investir em tecnologia”, relembra.
No Brasil
O segmento de máquinas agrícolas apresentou em outubro o melhor mês em vendas internas do ano com 6,7 mil unidades no Brasil. Este marco representa alta de 0,7% no comparativo com setembro quando foram comercializados 6,6 mil máquinas no país e recuo de 8,6% contra outubro do ano passado com 7,3 mil unidades.
No acumulado do ano, a retração nacional foi de 17%. Foram vendidos 59,1 mil máquinas este ano contra 71,2 mil no ano passado no agronegócio brasileiro. A produção do segmento agrícola encerrou o mês com acréscimo de 10%, com 7,9 mil unidades de outubro e, em setembro, foram 7,2 mil de setembro.
Nas exportações, o acumulado está 9,5% abaixo, quando se defrontam as 11,9 mil máquinas deste ano com as 13,1 mil do ano passado. As 1,3 mil unidades que deixaram o País em outubro de 2014 significam declínio de 4,6% contra setembro com 1,4 mil unidades e queda de 20,5% com relação a outubro de 2013 com 1,7 mil. As informações são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).















