O Jornal Correio resgata momentos marcantes de Itapetininga, revisitando reportagens e fatos que fizeram história há 20 anos. Nesta semana, republicamos a matéria de 2006: “Câmara da cidade sonha com nova sede”, destacando o planejamento parta a obra do novo prédio da Câmara.
Construção
O presidente da Câmara de Itapetininga, Fernando Rosa (PSDB), quer construir a nova sede do Legislativo, na Praça dos Três Poderes, no Jardim Mesquita, ao lado do Fórum e a Prefeitura. “Só falta a Câmara ir para lá e com muita fé iremos realizar o nosso sonho”, anima-se o presidente. A obra é estimada em R$ 1,2 milhão.
Ele quer que o atual prédio seja vendido. O recurso seria revertido para a construção da nova sede do Legislativo. Avaliação preliminar é que o atual prédio tenha um valor de aproximadamente R$ 2,5 milhões. Entretanto, o prédio pertence à Prefeitura de Itapetininga. “O patrimônio é da Fazenda Pública Municipal, não é da Câmara”.
Segundo o presidente, é necessário entendimento entre a Câmara e a Prefeitura para que o prédio seja vendido. Com a venda, seria repassado R$ 1,2 milhão para a Câmara e o restante ficaria no caixa da Prefeitura. “Com isso possibilitará a construção do prédio e uma boa parte da venda ficaria para a Prefeitura”, frisa. “Eu não vejo como o prefeito não concorde com isso”, acrescentou. Outra possibilidade é que a administração municipal ocupe o prédio para destinar para alguma secretaria ou departamento.
Ele estranhou que, recentemente, setores da Prefeitura declararam que o prédio não pode ser vendido porque está em caução em uma ação judicial. Conforme o vereador, é necessário que o prédio seja substituído como caução na Justiça e a venda liberada. “O Dr. Tambelli (advogado da Câmara) deixou bem claro que é possível. Aí seria concretizado o grande sonho: a Praça dos Três Poderes”.
Sobra
O presidente explica que o repasse da Câmara é R$ 3,8 milhões, mas teria direito a R$ 4,5 milhões. “Nós já economizamos”, disse. Neste ano, a direção da Câmara, conforme ele, pretende economizar para iniciar as obras.
Em relação aos investimentos da Câmara, Fernando diz que foram adquiridos novos computadores, máquinas copiadoras e material de consumo. “A Câmara fechou o ano com uma pequena sobra no caixa, que permitiu este investimento”, declara. De acordo com o presidente, a prefeitura apresentava um grande salto em caixa e “não necessitaria de um repasse da Câmara”, ao contrário da realidade de outras prefeituras que passavam por necessidade, quando receberam a sobra. A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura, mas não obteve retorno sobre o assunto.
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