Apesar da restrição na economia, os Micro Empreendedores Individuais (MEI) têm ignorado o mau tempo. Neste ano, foram abertas em Itapetininga 696 MEIs. Os números são do Portal do Empreendedor, que indicou que em 31 de dezembro de 2015, o município possuía 4.321 firmas em atividade. Em 1º de outubro deste ano, o número chegou em 5.017. Um acréscimo de 16%.
Se analisar os últimos 12 meses, as MEIs criadas somam 904 firmas. Um aumento de 22%, já que naquela época essa categoria jurídica tinha na economia local 4.113 empresas em atividade, conforme o Portal do Empreendedor. Os técnicos previam uma estabilização na abertura das empresas.
O economista Wagner de Souza explicou que muitos desempregados estão migrando para a MEI, como forma de obter renda. “A maior parte é bico”, mas estão se legalizando. “Sua tendência é aumentar, pois absorve parte dos desempregados.”
De acordo com contadores, o crescimento da MEI se explica pelo interesse dos autônomos em ingressar na formalidade e se legalizar diante de órgãos públicos. Esse modelo de empresa pode ser optante pelo Simples, porém sem a necessidade de pagar tributos federais (IRPJ, PIS, Cofins, IPI e CSLL).
Os valores pagos são baixos. Para garantir no futuro a aposentadoria, o pequeno empresário paga 5% do salário mínimo. Quem vende produtos, paga um valor simbólico como ICMS de R$ 1 sem alterações, tanto para o setor comercial como indústria. O ISS também é fixo em R$ 5 sem alterações (Prestação de Serviços). Caso a MEI contrate funcionários, terá de pagar alguns outros tributos.
Com isso, as MEIs se fortalecem e são maioria folgada em Itapetininga com 5.017 firmas ativas. Já as que as empresas optantes do Simples Nacional, somam 3.822 e aquelas de Regime Normal representam 3.390 firmas, informa o site do Empresômetro MPE. A maior parte das MEI é autônomos, entre pedreiros, eletricista, cabeleireiro, esteticista e vendedores autônomos.
Entre as 50
Itapetininga está no ranking das 50 cidades que mais criaram novas empresas no Estado de São Paulo. O levantamento do Empresômetro aponta que as pequenas empresas conseguem manter a renda. O economista avalia que as MEIs têm faturamento baixo, por isso, conseguem atravessar o mau tempo na economia. Além disso, o setor de serviços se mantém aquecido na cidade, apesar da crise.
Nacional
Entre janeiro e julho deste ano, 1.119.373 empresas foram criadas no país. Surgiram 953.060 MEIs ante 888.837 em igual período do ano passado, uma elevação de 7,2%. A informação é da Serasa Experian, que atribui o aumento ao empreendedorismo por necessidade, aquele o sujeito que ingressa porque se vê sem outra opção de obter renda.















