A bancada de vereadores governista vai dividida para as eleições da Mesa da Câmara que ocorrem na segunda-feira, dia 15. Na oposição um dos nomes cotados é o da vereadora Maria Lúcia Haidar (PV) para a presidente do Legislativo. Já na situação há uma aparente fragmentação com a disputa entre quatro vereadores: Marcus Tadeu (PSDB), Mauri de Jesus Morais (PDT), Adilson Ramos (PMN) e José Davino Pereira (PR).
A prefeitura desistiu de exonerar os três secretários que foram eleitos vereadores pela coligação do prefeito Luis Di Fiori: Geraldo Macedo, que ocupa a pasta da Educação, Toninho Marconi, da Agricultura, e Antonio Marcos Polyceno, da Cultura. Com isso, os três vereadores suplentes que assumiram o posto não podem disputar a vaga de presidente, além do atual gestor. Portanto, caso se confirme isso, 15 vereadores podem disputar o cargo de presidente da Câmara.
Conforme a reportagem apurou, há uma divisão dentro da bancada governista que não aceita um nome imposto pela administração. Segundo analistas, o presidente do PMDB, Francisco Janez, teria assumido o papel de articulador informal do Executivo. Na eleição passada, o nome de André Bueno teve articulação direta dele.
Nestas eleições, Davino pode ter o apoio do presidente do PMDB para a disputa. A influência do articulador aumentou dentro da administração municipal, após ele indicar o novo secretário de Saúde, Denilson Rodrigues.
Fontes políticas afirmam que a sua costura política desagradaria os demais candidatos da bancada da situação.Por isso, permanece incerto o candidato do governo. No entanto, ele nega qualquer escolha e informou que as eleições serão decididas no minuto final.
Segundo o vereador de oposição, Itamar Martins (PMDB), deve intensificar ainda mais as reuniões para manter o grupo de 10 vereadores independentes que apoiam Maria Lúcia. Ele disse que não é possível conter “as traições” que podem ocorrer na votação. “Essas posições são como nuvem podem mudar a qualquer momento”, comenta. O grupo dos independentes afirma possuir receio com aumento da pressão e com promessas de cargos. “A única certeza nossa é o diálogo”, conta.
Outro oposicionista, Milton Nery, diz que novas reuniões devem ocorrer durante o final de semana. “Temos que evitar que os vereadores sejam assediados. Temos que articular dia e noite”, afirma. Nery teme que o grupo de situação lance um dos nomes que está na oposição para ganhar a disputa. “Podem tentar dividir a oposição para ganhar as eleições”, relatou.
Adilson Ramos, possível candidato alinhado ao governo, conta que, no mandato, a segunda eleição da Câmara é mais disputada. “Na primeira, é mais fácil para o governo” devido aos resultados das urnas. Com o decorrer do tempo diminui a força do Executivo, avalia o vereador. A mudança de lado e as possíveis traições ocorrem geralmente durante a eleição da Mesa da Câmara, conta Adilson que está no terceiro mandato. “Na hora, ocorrem as articulações e se resolve”, explica.















