A greve dos caminhoneiros, apresentou reflexos em Itapetininga e afetou as indústrias, transportes, abastecimentos de combústivel e vários serviços na cidade. A paralisação é contra o aumento do diesel e valor do pedágio e acontece em todo o país. Em Itapetininga, mais de 100 caminhoneiros estão parados no quilômetro 168 da rodovia Raposo Tavares (SP-270), na região do Jardim Bela Vista. Na noite da última quinta-feira, dia 22, o governo e caminhoneiros anunciam suspensão de protestos por 15 dias.
Até a noite da quinta-feira, dia 24, os manifestantes liberavam apenas a passagem de veículos de passeio e impediram outros caminhões. Por conta disso, alguns produtos começaram a faltar na cidade, como a gasolina e etanol, que desde a manhã de quinta-feira, estava em falta na maioria dos postos que tiveram filas de carros registradas desde a noite da última quarta-feira, dia 23.
A principal exigência dos caminhoneiros é a redução no preço do óleo diesel: segundo os representantes dos transportadores, o custo atual do óleo torna inviável o transporte de mercadorias no país. Para reduzir o preço do diesel, as entidades querem que o governo estabeleça uma regra para os reajustes do produto – hoje, os preços flutuam de acordo com o valor do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar.
“Nós caminhoneiros que fazemos o transporte de comida, de combustível e outros diversos produtos estamos parando o Brasil. Queremos apenas ganhar o suficiente para nos mantermos. O governo está falindo o transporte do país e nós não pagaremos o rombo do Petrobras”, disse João Pacheco, que estava estacionado em Itapetininga.
Além disso, há outras reivindicações na pauta dos caminhoneiros. “Queremos também a isenção do pagamento de pedágio dos eixos que estiverem suspensos (quando o caminhão está vazio e passa a rodar com um dos eixos fora do chão). Defendemos a aprovação do projeto de lei 528 de 2015, que cria a política de preços mínimos para o frete, e a criação de um marco regulatório para os caminhoneiros”, diz Robero Carvalho.
O caminhoneiro Jonas Oliveira também aderiu ao movimento e parou seu caminhão no Jardim Bela Vista, em Itapetininga. “Estamos reivindicando a queda nos preços do óleo diesel e do pedágio que estão alto demais. Não aguentamos mais, não estamos mais conseguindo trabalhar. Não estamos conseguindo pagar o valor do diesel e assim não dá para trabalhar. Esse é o nosso problema. O prazo da greve é indeterminado, seguiremos até conseguirmos nosso objetivo”, disse.
Na cidade, até os motoristas de vans fizeram um protesto na manhã da terça-feira, dia 22. Segundo os organizadores, as vans fizeram uma passeata pela cidade. A maioria das vans que fazem transporte até Sorocaba para levar estudantes parou nesta quinta-feira, dia 25, por falta de combustível.
Não existe uma organização que possa ser apontada como líder da paralisação – na verdade, a proposta de greve começou a circular de forma espontânea em redes sociais e grupos de WhatsApp de caminhoneiros. Mas uma das principais entidades envolvidas é a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que congrega a maioria dos sindicatos de motoristas autônomos.
Outros sindicatos de caminhoneiros se juntaram aos protestos ao longo dos dias, como a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) e a União Nacional dos Caminhoneiros do Brasil (Unicam). O movimento acabou engrossado pelos caminhoneiros de frota também —isto é, por aqueles que são contratados, com carteira assinada, por transportadoras.
“O caminhoneiro faz um cálculo do custo do frete. Agora, o caminhoneiro às vezes viaja durante cinco dias. Teve semana que o diesel subiu todos os dias (invalidando a estimativa de custo)”, diz Ricardo Oliveira.
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