Itapetininga ocupa a 109ª posição entre os 5.550 municípios brasileiros avaliados pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) que mede as condições de desenvolvimento socioeconômico das cidades nas áreas de emprego e renda, saúde e educação. O município obteve nota 0,83, ficando na 59ª colocação entre as cidades do Estado de São Paulo.
O resultado tem como base dados de 2023 e coloca Itapetininga na faixa de alto desenvolvimento. O IFDM varia de 0 a 1. Quanto mais próxima de 1 a pontuação, melhor o desempenho da cidade. Pela metodologia da Firjan, os municípios são classificados em quatro categorias: desenvolvimento crítico (até 0,4), baixo (de 0,4 a 0,6), moderado (de 0,6 a 0,8) e alto (acima de 0,8).
Evolução em dez anos
A série histórica do IFDM aponta avanço dos indicadores de desenvolvimento em Itapetininga ao longo da última década. Em 2013, o município registrava nota geral de 0,68. Em 2023, o índice alcançou 0,83, colocando a cidade na faixa de alto desenvolvimento.
O melhor desempenho da cidade foi registrado na área de Emprego e Renda, cuja nota passou de 0,86 para 0,93 entre 2013 e 2023, mantendo-se na faixa de alto desenvolvimento.
A maior evolução ocorreu na Educação. O indicador avançou de 0,59 para 0,80 no período, saindo da faixa de desenvolvimento baixo para a categoria de alto desenvolvimento.
Já o indicador de Saúde passou de 0,59 para 0,74 em dez anos, resultado enquadrado na categoria de desenvolvimento moderado.
Embora a saúde tenha sido o indicador de menor nota entre os três analisados no município, o resultado ainda se encontra acima da média nacional da área. Segundo a Firjan, a média brasileira do IFDM Saúde foi de 0,60 em 2023.
Comparação regional
Entre os municípios da região incluídos no levantamento, apenas Sorocaba obteve resultado superior ao de Itapetininga. A cidade alcançou nota 0,85 no índice geral e aparece na 27ª colocação nacional.
Depois de Itapetininga aparecem Sarapuí (0,77), Alambari (0,75), Guareí (0,74), Tatuí (0,74), Votorantim (0,74), Araçoiaba da Serra (0,73), Capela do Alto (0,72), Angatuba (0,72) e São Miguel Arcanjo (0,68).
Confira os resultados das cidades da região:

O que o índice mede
Criado em 2008, o IFDM acompanha o desenvolvimento dos municípios brasileiros a partir de indicadores ligados à qualidade de vida da população. A metodologia foi revisada nesta edição para incorporar novos indicadores e ampliar a análise das condições socioeconômicas das cidades.
Na área de Emprego e Renda, por exemplo, são analisados fatores como absorção da mão de obra formal, participação dos salários na economia local, PIB per capita e percentual de população de baixa renda.
Em Saúde, entram indicadores como cobertura vacinal, pré-natal, quantidade de médicos por habitante, mortalidade infantil evitável e internações relacionadas a problemas que poderiam ser resolvidos na atenção básica.
Já em Educação, o levantamento considera matrícula em creches, formação dos professores, educação em tempo integral, abandono escolar, distorção idade-série e desempenho dos estudantes no Ideb.
Cenário nacional
Apesar dos avanços observados nos últimos anos, a Firjan aponta que o desenvolvimento ainda é desigual no país. Dos 5.550 municípios avaliados, 48,1% apresentaram desenvolvimento moderado e 42,8% ficaram na faixa de baixo desenvolvimento. Apenas 4,6% das cidades brasileiras alcançaram a categoria de alto desenvolvimento.
Segundo o estudo, a média nacional do IFDM passou de 0,46 em 2013 para 0,60 em 2023.
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