O terreno ao lado dos prédios do CDHU e de uma escola estadual, entre as vilas Sônia e Palmeira, voltou a ficar completamente tomado por lixo. A montanha de entulho muda o visual na região. Sofás, tijolos, telhas, restos de poda de galhos se misturam ao lixo doméstico e até mesmo animais mortos que ali são jogados diariamente.
Para o morador da Vila Rio Branco, Anderson de Melo, a montanha é formada, principalmente por lixo descartado por carroceiros que chegam de todos os pontos da cidade. “Além dos carroceiros, chegam carros, tratores, pick-ups. Não é só uma questão ambiental, mas sim educacional. Quem deveria assumir é o poder público, fazer campanha, pôr placas, criar pontos espalhados pela cidade. Tem que ser 10 pontos de uma vez”, cobra.
Segundo ele, o lixo toma conta de todo o terreno entre os bairros e fica ao lado de uma escola estadual. O local é um dos mais problemáticos de Itapetininga e está propício para a proliferação de animais peçonhentos e insetos. Moradores informaram que sofrem quando a prefeitura demora para fazer a limpeza no local que recebe diariamente todo o tipo de sujeira.
Todos os dias, os moradores de Itapetininga produzem mais de 100 toneladas de lixo por dia. Apesar da coleta, o modelo ineficiente de trato ao lixo, a desinformação e até educação da população tornam inadequado o descarte de resíduos em boa parte dos terrenos de Itapetininga. O quadro também reforçou o mau desempenho do ranking Município Verde Azul divulgado no ano passado.
Outro lado
Sobre o terreno da Vila Sônia, a prefeitura informou que realiza a limpeza do terreno a cada 20 dias. “Já está previsto no cronograma de serviços da Secretaria de Obras e Serviços para iniciar a limpeza no local”, diz a nota.
Para denunciar o descarte irregular de lixo, o morador deve procurar o setor de fiscalização da prefeitura ou ligar para o número 156.















