A saúde pública em Itapetininga continua precária. Quem procura ajuda no Pronto Socorro Municipal enfrenta sala de espera lotada e demora no atendimento. É o caso da moradora Zenaide Ribeiro que levou a mãe de 71 anos para ser atendida nesta semana. “Está precário, não há estrutura, está tudo sobrecarregado”, diz a moradora.
Ela conta que a sua mãe deu entrada com dores no hospital às 14h e até às 18h não havia sido feito os exames requisitados pelo médico. “Além disso, ela teve que ficar até 1h da manhã numa cadeira de roda, só foram encontrar uma maca para ela às 5h do outro dia. Os outros pacientes relataram a mesma coisa, muitos deixaram o Pronto Socorro sem ao menos serem atendidos”, relata a moradora.
Ela afirma que a sua mãe já foi liberada e fará o tratamento na casa, mas que vai procurar um médico particular para cuidar da saúde. Tem que ter humanização, um tratamento digno para a família, mas está cada vez mais complicado depender do sistema público de saúde”, diz a moradora.
A opinião é a mesma de Adrian Marcel que acompanhou o seu pai até o PS na última semana. “Um descaso, atendimento péssimo e pessoas despereparadas. Meu pai ficou jogado num banco, até perderam a ficha dele. Só conseguimos encontrar hora depois”, relata.
Segundo o morador, a fila de espera era grande e o atendimento precário. “O que falta no PS são pessoas que pensem no próximo e também fiscalização da prefeitura e de vereadores para que esse tipo de problema não ocorra”, diz.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde informou que a unidade realiza atendimentos de urgência e emergência e, como complemento ao atendimento à demanda, existem os Pronto Atendimentos do Jardim Mesquita e Vila Rio Branco, que funcionam até as 22 horas. Normalmente o maior fluxo de pacientes acontece após o esse horário. Mensalmente, o Pronto Socorro recebe uma média de 11 mil pacientes, segundo a prefeitura.















