Pouco mais de um mês após o Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel) informar que acionou órgãos trabalhistas, e a própria Sabesp, após o atraso no pagamento dos funcionários da Provider, terceirizada responsável pela Central de Atendimento ao Cliente da Companhia (Call Center), a Companhia de Saneamento Básico substituiu a empresa que agora ficará encarregada pelos funcionários contratados.
No dia 08 de janeiro, as centrais de atendimento receberam o aviso, publicado por meio do site Sabesp, para seus colaboradores, ainda no período da manhã. A nova prestadora de serviços contratada pela Sabesp para prosseguir com as operações é a empresa “Almaviva”.
De acordo com a Sabesp, “a mudança ocorreu como parte de um processo estruturado, com o objetivo de proporcionar uma experiência de atendimento ainda melhor aos seus clientes. Além disso, a nova parceira será responsável pela seleção e contratação de profissionais para compor sua equipe, seguindo rigorosamente as melhores práticas de mercado e reforçando o compromisso da Sabesp com a excelência no relacionamento com seus usuários”, diz a nota.
Ainda segundo o comunicado, os colaboradores dedicados aos atendimentos nas unidades de Itapetininga terão a oportunidade de serem absorvidos pela nova operadora, caso assim desejarem. “O acordo entre a Sabesp e a nova empresa garante um pacote de benefícios que inclui auxílio-creche, plano de saúde, assistência odontológica, entre outros que serão apresentados em breve pela AlmaViva”.
Relembre o caso
Em dezembro de 2025, colaboradores da Provider, empresa responsável pela Central de Atendimento ao Cliente da Sabesp, relataram atraso no pagamento dos salários e a realização de um protesto interno no Call Center, localizado na Vila Rio Branco, em Itapetininga. Segundo funcionários, mais de 500 trabalhadores atuam no local, incluindo operadores, supervisores, equipes de RH, atendimento por voz, chat de texto e vídeo.
Dias depois, o Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel) informou que acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e a própria Sabesp após o atraso no pagamento dos funcionários da Provider. Segundo o sindicato, a cobrança incluía não apenas a regularização dos salários, mas também o pagamento de vales-refeição pendentes, verbas rescisórias atrasadas e a aplicação das multas previstas pela Convenção Coletiva.
Na época, a Sabesp informou ao Correio que acionou a Provider para regularizar totalmente os pagamentos, reforçando que todos os repasses da Companhia à contratada estão em dia. A estatal informou ainda que acompanhava a situação e avaliava medidas adicionais previstas em contrato.
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