Colaboradores da Provider, empresa responsável pela Central de Atendimento ao Cliente da Sabesp, relataram nesta segunda-feira, dia 08, atraso no pagamento dos salários e a realização de um protesto interno no Call Center localizado na Vila Rio Branco, em Itapetininga. Segundo funcionários, mais de 500 trabalhadores atuam no local, incluindo operadores, supervisores, equipes de RH, atendimento por voz, chat de texto e vídeo.
De acordo com os relatos, o pagamento previsto para o último dia 05 não foi realizado, e não houve comunicação oficial sobre o motivo do atraso. Um funcionário, que preferiu não se identificar, afirmou que mesmo com o funcionamento normal das operações, trabalhadores estão atendendo apenas uma ligação e colocando o sistema em pausa como forma de protesto.
Segundo ele, o ato ocorre porque, além do atraso salarial, a categoria passa por cobranças excessivas diariamente. “A empresa coloca um monte de regra de atendimento que só gera estresse. E quer que a gente sente na frente do computador sem salário e ouvindo reclamações dos clientes. Estamos fazendo isso porque entendemos que é um serviço básico, mas também não dá pra trabalhar bem com vários problemas na mente”, relata.
Carlos, outro funcionário do Call Center, diz que, segundo informações repassadas ao Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel), haveria um pronunciamento da empresa nesta segunda-feira. “O sindicato entrou em contato com a Provider. A Provider disse que iria pagar até às 10h desta segunda, mas não foi pago. Agora deram prazo até o final da tarde de hoje, mas estamos apreensivos. Não falaram o motivo do atraso”, explica.
Em nota, o Sintratel informou que está buscando diálogo com a Provider para resolver o atraso “de forma imediata”. O sindicato afirmou que a empresa descumpriu o 5º dia útil, a Convenção Coletiva e o Acordo Coletivo de Trabalho, e que a justificativa apresentada pela Provider, alegando falta de repasse da tomadora, “não se sustenta”, já que os atendentes são contratados diretamente pela própria Provider. A entidade também disse que tomará medidas legais para garantir o salário e a multa por atraso.
O Jornal Correio entrou em contato com a Provider e com a Sabesp para questionar o motivo do atraso, previsão de pagamento e eventuais medidas adotadas diante da paralisação parcial. Até o fechamento desta matéria, nenhuma das duas empresas respondeu aos questionamentos.
Segundo funcionários, a mesma situação também ocorre na unidade da empresa no município de Poá.
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