Servidores públicos municipais de Itapetininga continuam sem receber a Bonificação Salarial por Programa de Participação nos Resultados (PPR), conhecida como 14º salário, referente ao ano de 2025. Até o momento, a Prefeitura não se manifestou sobre o pagamento ou sobre os critérios utilizados para avaliação das metas previstas no programa.
A falta de respostas tem gerado reclamações entre trabalhadores do funcionalismo municipal, que cobram maior transparência sobre os critérios adotados pela administração. A bonificação foi instituída pela Lei Complementar nº 206/2022 e prevê pagamento condicionado ao cumprimento de metas e indicadores definidos pela Prefeitura.
Em resposta a uma internauta nas redes sociais, a vereadora Catarina Nanini (Republicanos) afirmou que “não terá [o 14º], a Prefeitura não atingiu as metas estabelecidas em Lei”. A declaração foi publicada após uma seguidora questionar sobre o pagamento do benefício.
Apesar da afirmação, servidores afirmam que não tiveram acesso às metas nem aos resultados das avaliações. Segundo a agente de desenvolvimento escolar II Muth Furian, que também preside a Associação de Auxiliares de Educação de Itapetininga, não houve explicação oficial aos funcionários.
“Não foi pago e nem foi dada uma explicação aos funcionários. Apenas a vereadora Catarina respondeu uma pergunta de uma seguidora no Facebook dizendo que a prefeitura não atingiu a meta. Mas ninguém explica que meta é essa, que não está clara na lei do 14º”, afirma.
Ainda segundo a servidora, a situação permanece sem avanços desde as primeiras cobranças feitas neste ano. “Continuamos na mesma, sem respostas, como é de costume dessa gestão”, diz.
Muth afirma ainda que os servidores nunca tiveram acesso detalhado às metas estabelecidas para cada secretaria. “Não é clara as metas de cada secretaria. Para os funcionários seria não tirar licença. Mas, na alegação da Catarina, era a Prefeitura quem não cumpriu a meta”.
Ela também relata que vereadores já protocolaram ofícios solicitando esclarecimentos sobre o programa, mas que não houve respostas por parte do Executivo. “Eu sei que já foram feitos ofícios pelos vereadores questionando, mas essa gestão não responde ninguém”.
O Jornal Correio procurou a Prefeitura para questionar se o PPR será pago, quais metas não teriam sido atingidas e onde os critérios podem ser consultados pelos servidores, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.
A reportagem também entrou em contato com a vereadora Catarina Nanini para esclarecimentos sobre a declaração publicada nas redes sociais, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.
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