A solução do problema do Instituto Médico Legal (IML) de Itapetininga ficou só na promessa do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que falou sobre o caso em janeiro deste ano. Na ocasião, o governador disse que iria fazer remanejamento para conseguir servidores para trabalhar no local que voltou a ser alvos de reclamações e transtornos na semana passada.
O deputado Edson Giriboni (PV) enviou um oficio para a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e para o superintendente dos Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo. Na semana passada, ele cobrou mais empenho do governador. “Eu volto à tribuna mais uma vez para reclamar para que o governo estadual tome providência em relação a essa situação. Defendo o governo, fui secretário de Estado, mas chega um ponto que nós, como seres humanos, não podemos aceitar”, discursou.
O vereador Milton Nery (PROS) informou que também está acompanhando o caso e participou de duas reuniões com o deputado Giriboni e representantes do governo estadual e da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). “O governador, que tem um expressivo número de votos na cidade e região, prometeu no começo do ano solucionar o problema, mas sempre esquece daqui”, diz o vereador.
Ele afirma que o problema tem causado transtorno e sofrimento para as famílias. “É uma situação que causa ainda mais dor para família que já tem sofrido por perder um ente querido, seja por acidente ou por outras causas”, diz o vereador. Ele lembra que o IML de Itapetininga também atende outros municípios da região.
O IML da cidade voltou a ser alvo de reclamações por conta da demora para liberação de corpos. Na semana passada, o corpo da vendedora Nancy Lima Ramos, 52 anos, que morreu após a queda de um cavalo, levou 19 horas para ser liberado. Ela morreu no domingo, dia 16, mas o velório começou apenas na tarde da segunda-feira, dia 17.
Segundo familiares e amigos, o corpo de Nancy após a morte teve que ser levado para o IML, mas a autópsia não foi realizada, segundo o órgão, por falta de médico competente. Na manhã do dia seguinte, os familiares voltaram a questionar, mas ainda não havia médico.
Na ocasião, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), responsável pelo IML de Itapetininga, afirmou, por meio de nota que a Corregedoria Geral de Polícia investigará a demora para a liberação do corpo.















