Na madrugada do último domingo, dia 19, uma briga começou em frente à uma concessionária de veículos, na rua Benedita da Silva Rosa, paralela à avenida Cinco de Novembro, e terminou de forma sangrenta na porta de um bar temático de rock. Segundo testemunhas, um jovem, lutador de jiu-jitsu, foi violentamente agredido por um grupo de pessoas e causou espanto nos frequentadores do bar. O caso gerou repercussão também nas redes sociais.
Segundo o proprietário da casa noturna, Luíz Cláudio de Oliveira, há cerca de cinco meses ocorre uma aglomeração de pessoas que não frequentam o bar nas redondezas do estabelecimento e diversas vezes ocorreram conflitos entre eles mesmos. Ele conta que, em algumas ocasiões, essas pessoas ameaçavam e intimidavam os frequentadores. Por isso, Luiz protocolou, em fevereiro, denúncias no Ministério Público e no Conselho Tutelar para tentar solucionar o problema, mas os órgãos competentes não corresponderam.
Por volta das 5h da madrugada de domingo, uma briga começou em frente à uma concessionária de veículos. Segundo imagens fornecidas pela revendedora, os agressores retiraram um tijolo da calçada e lançaram contra a vítima. O tijolo atingiu o homem e depois colidiu com o vidro da revendedora, que quebrou. Segundo o proprietário do bar, a briga terminou em frente ao estabelecimento e o homem agredido aguentou a violência “em pé, recebeu os primeiros socorros do Samu e fugiu”.
Irmão de Luiz e frequentador do bar, Givanildo Oliveira, relata que a maioria das pessoas que se reúnem para escutar música alta em volta do estabelecimento é composta por jovens, alguns são menores de idade, muitos usam e vendem entorpecentes. Ele conta ainda que algumas pessoas não têm envolvimento com a violência, mas acabam se relacionando em razão do contato com o ambiente de práticas criminosas.
A estudante de Engenharia Ambiental, Jéssica, contou ao Correio que frequentava o bar quase todos os sábados, porém ela e o namorado notaram o público diferente nos arredores e isso acabou afastando o casal do estabelecimento. “Eles passavam olhando para dentro dos carros, mexendo com as pessoas, oferecendo drogas e isso fez diminuir a nossa frequência. Nunca vi policiamento no local”, comenta a antiga frequentadora.
Givanildo também observa que a localidade do bar não tem iluminação pública eficiente e que após as denúncias não houve respostas da Polícia Militar e do Conselho Tutelar. Luiz, o proprietário também afirma que não houve reação concreta dos órgãos competentes.
Tanto Givanildo quanto Luiz acreditam que os eventos suspeitos afastaram muitos frequentadores do bar e as pessoas que conhecem o estabelecimento comentaram sobre a desconfiança em passar pelo local. “Era impossível e perigoso parar por lá”, comenta Luiz.
O Jornal Correio de Itapetininga tentou contato com a vitima, mas não obteve respostas até o fechamento da edição. Também procurou as polícias Civil e Militar para ver se os responsáveis pelo crime foram identificados, mas também não obteve retorno.Nota
Na última segunda-feira, dia 20, foi anunciado o fechamento temporário do Espaço do Som Rock Bar em razão do ato extremo de violência que ocorreu em frente ao bar no último final de semana. Na nota, o bar ressalta que os protagonistas da violência foram as pessoas que ocupam os arredores e que não frequentam o estabelecimento. O Rock Bar anunciou que pediu a posição de órgãos competentes para resolver o conflito, mas não obteve auxílio e, por isso, será alocado em outro local em breve. A última noite do Rock Bar em seu local tradicional será no próximo sábado, dia 25, mas os organizadores garantem que pretendem continuar demonstrando qualidade musical.
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