A magia de um alô

Domingo à tarde vou ao shopping… Sei que lá, bem no canto, tem um orelhão e eu preciso telefonar pra minha filha Carolina… Se eu não ouvir a sua voz, vou me debater a noite inteira num mar de indagações… Preciso ouvir Carol! O que estará fazendo a essa hora, ouve música, lê um livro, vê TV? Talvez já esteja dormindo, mas eu preciso ouvir a sua voz…
Enquanto caminho até o telefone público, estou na penumbra, alguma coisa que não sei parece deixar o mundo à meia-luz… Cruzo com pessoas alegres, falantes, que nem parecem estar vivendo no mesmo planeta em que eu estou… Rapazes musculosos de camisetas coloridas e bonés, moças de minissaias, senhores, senhoras, algumas bem idosas, mas todos parecem tão felizes, tão felizes…
E vou indo… A Praça da Alimentação está lotada! Alguns moradores da cidade bebericam um chope, bem devagar… Outros degustam um pudim, diversos fregueses empunham talheres sem pressa; aqui e acolá, alguém proseia, gesticula e sorri… Nossa! Quanta gente feliz!Ninguém parece se importar com a penumbra!
Num canto, um conhecido artista prepara suas caixas de som, afina a guitarra e ajeita o microfone… Cumprimento-o com um aceno e vou em frente…
Paro diante do orelhão, coloco a ficha, disco o número que já sei de cor e… Então escuto: alô!
É Carolina!
E a penumbra se ilumina!

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