A raia ficou nos sonhos do itapetiningano

Empreendimento que ficou apenas na memória de alguns moradores desta cidade foi, sem dúvida, o episódio da construção do hipódromo em concha reta do Estado, onde poderiam ser feitas, às “pencas”, corridas de muitos cavalos iguais às do Rio Grande do Sul. A raia teria quatro pistas retas em areia e grama de 550 metros de extensão.
Situada na populosa Vila Regina, onde hoje se localiza o SESI, teria fachada principal com seis bilheterias, acesso ao o público e estacionamento para veículos, além do sistema eletrônico semelhante ao usado no Jockey Clube da capital paulista.
A segunda etapa do projeto previa a construção de 120 baias para 16 animais, restaurante com mil metros quadrados, salão de apostas, arquibancadas, escritórios, sanitários, etc.
O principal objetivo seria fomentar a criação de puros sangues de carreira na região e incrementar o turismo, fazendo reviver os tempos em que Itapetininga promovia grandes competições hípicas, segundo os idealistas e empreendedores da época, Osmar Thibes do Canto e Francisco Adolfo Rosa. Eles falavam que antigamente era comum nas fazendas do município ver animais de raça e montaria de alta linhagem dominando as cocheiras. Entretanto por falta de estímulo, os criadores passaram a se dedicar a outros afazeres ocorrendo o desaparecimento quase completo de cavalos de primeira linha – fator, segundo eles – do definitivo desaparecimento da raça cavalar, com prejuízos para a pecuária nacional.
A Prefeitura, na ocasião, executou as obras de terraplenagem do hipódromo, corrigindo o perfil do terreno ligeiramente ondulado.
O saudoso prefeito Darci Pereira de Moraes, esteve inclusive, na cidade gaúcha de Vacaria, nos idos de 1972, juntamente com outros interessados, para conhecer as corridas em raia reta, muito comuns no sul do País.
Dos contatos mantidos colheu pormenores da organização, pretendendo aplica-los no que fosse viável, na raia de Itapetininga. Observou então que o alvará concedido pela autoridade policial de Vacaria permitia a realização de apostas, cujo montante, depois de cobertas as despesas dos eventos, seria rateado entre os vencedores.
Outra vantagem destacada pelo prefeito Darci Pereira de Moraes seria o leilão de potros, destinados à reforma dos centros criadores, o que colocava o Rio Grande do Sul em situação privilegiada quanto a criação de cavalos de alta linha.
Em 1981, inaugura-se oficialmente o Jockey Club de Itapetininga, na administração de Joaquim Aleixo Machado, mas sem a grandiosidade projetada para ser um paradigma do Estado de S. Paulo. Entre outros colaboradores destacavam-se Francisco Adolfo Rosa, Osmar Thibes do Canto, Dino Barreti, Jorge e Alexandre Chauar, Altair Passarami, Raul Rocha e Orlando leonel.
Apesar de viver uma época auspiciosa das corridas de cavalo em raia reta, proporcionando grandes espetáculos e colocando Itapetininga sempre em evidência, esse esporte não sobreviveu, findando-se a era que constitui glórias e fama para a cidade.

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