A Riqueza provém de Deus

Quando o grande Agostinho ou o Santo Agostinho para os romanos perguntou para Ambrósio, qual dos livros sagrados era o melhor para ser estudado, após a sua conversão, a resposta foi: Isaías. Ambrósio, o doutor e santo que viveu no quarto século, bispo de Mediolano, atual Milão, estava certo. É um livro rico. Foi escrito por Isaías, filho de Amós e viveu nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá.
Estudei o livro, quando estava no Seminário, e, agora, na minha jubilação. Não segui a divisão de Robert Lee, mas da Revista Expressão, usada na Escola Dominical, no meio do presbiterianismo. Para entender melhor o livro, estudei a vida e obra dos reis que viveram nos dias do profeta. O primeiro foi Uzias, filho do rei Amazias e da rainha Jecolias. Governou cinquenta e dois anos e a Bíblia afirma que ele fez o que era reto aos olhos de Deus. Quando li que ele foi chefe de Estado e do governo durante tanto tempo, lembrei-me de D. Pedro II, filho de D. Pedro I e de D. Leopoldina, que governou o nosso país durante quarenta e nove anos.
Pois bem, Uzias propôs no seu coração, viver com Deus e para Deus. Isaías, o profeta, afirma que por causa disso, Deus, que é o dono de tudo, concedeu-lhe prosperidade. Salomão, o terceiro rei de Israel, num de seus provérbios, afirmou: “A bênção do Senhor enriquece e, com ela, ele não traz desgosto”. Ana, que viveu no tempo dos juízes, no templo de Siló, região de Israel, cantando ao Senhor da glória, pela bênção recebida, disse: “O meu coração se regozija no Senhor, pois ele empobrece e enriquece, abaixa e, também, exalta.” ( I Sam. 2:8)
Os testemunhos citados são de pessoas que foram iluminadas e inspiradas por Deus, pois as suas declarações estão registradas na Bíblia. Diante de tudo isso e depois disso posso afirmar que Deus enriquece todo aquele que vive com ele e para ele, segundo a sua vontade soberana.
Observem que Uzias combateu os filisteus e venceu porque Deus o ajudou, recebendo depois tributos e mais tributos dos amonitas. Tinha muito gado. Tinha muitos lavradores, pois gostava de agricultura e por isso tinha, também, muitos vinhateiros. Ele edificou torres em Jerusalém e no deserto. Construiu cidades e abriu muitas cisternas. Recebeu tantas bênçãos, a ponto de fortalecer o seu exército, uma vez que possuía homens destros nas armas e doou-lhes escudos, lanças, capacetes, couraças, arcos e máquinas para atirar pedras. As vitórias eram tão grandes que o seu “ego” se exaltou para sua própria destruição.
Quis ocupar até o cargo do sacerdote Azarias que para isso fora ordenado e ungido e por isso ficou leproso, bem na testa, quando tinha em mãos o incensário e balançava-o, de um lado para o outro, na casa de Deus, como se fosse ministro.
Deus enriquece. Deus abençoa. Deus concede vitória e mais vitórias, porém não devemos nos esquecer que devemos viver com ele e para ele, fazendo a sua vontade suprema. Deus enriquece e devemos prestar-lhe culto como ele merece, respeitando-o, bem como sua casa, que é Casa de Oração.

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