Na galeria
Finalmente foi colocada no Palácio do Planalto, em Brasília, na galeria dos presidentes da República brasileira, a fotografia do itapetiningano Júlio Prestes de Albuquerque na sola dos presidentes. Somente agora a foto de Júlio Prestes foi colocada, depois de muita polêmica.
Discutiam os organizadores se seria autêntico colocar a imagem do itapetiningano nas paredes do Palácio. Inclusive, um grupo de itapetininganos foi até lá, anos atrás, para protestar contra a ausência do político na mostra dos presidentes que começa com Marechal Deodoro da Fonseca em 1989. Os organizadores desde o início da organização (e foram muitos), a maioria alegaram que Júlio Prestes de Albuquerquer foi um presidente eleito (em março de 1930), mas não empossado (deveria ser em outubro do mesmo ano).
Não empossado (não tomar posse) devido a chamada Revolução de 1930, ocorrida no mês que Júlio Prestes tomaria a posse. Tal Revolução de 30 (ou “Golpe” como escreveram alguns historiadores) aconteceu devido a invasão de tropas gaúchas (principalmente) lideradas por Getúlio, Dornelles, Vargas contra o atual Washington Luís, este que apoiou Júlio nas urnas. Derrubando Washington Luís, o presidente eleito e sucessor de Washington também cairia. Dito e feito. Getúlio, vitorioso, assumiu a presidência instalando-se no Palácio do Catete, residência oficial dos mandatórios, no Rio de Janeiro, então Capital Federal.
Derrotados, Washington e Júlio tiveram que exilarem-se em Portugal, ficando por lá alguns anos. Como vocês devem saber, Getúlio Dornelles Vargas governou o Brasil em dois períodos: de 1930 até 1945 (deixou a presidência pós o final da Segunda Guerra Mundial, de 1939 até 1945, que praticamente exigia presidentes eleitos pelo voto popular), voltou em 1951 (eleições presidenciais de 1950), governando até agosto de 1954, quando suicidou-se. Mas isto é uma outra história.
A mídia brasileira (principalmente a paulista) anunciou a colocação do retrato de Júlio Prestes (o retrato) na galeria dos presidenciáveis, mostrando o retrato do político itapetiningano na capa da revista “Time”, considerada ainda a mais importante do mundo! A edição deve ser destinada a América do Sul. Mas, isto logo após sua vitória nas urnas (em março, 1930, repito). Daí Júlio fez uma viagem aos Estados Unidos como presidente brasileiro eleito, visitando órgãos oficiais e universidades estadunidenses, fato muito divulgado na imprensa escrita (do Brasil) na época.
Deve ser o destino: quando Getúlio Vargas encaminhou-se para o Rio de Janeiro para a realizar a “Revolução de 30”, o trem que o conduzia parou por um tempo na Estação Sorocabana daqui de Itapetininga e ele desceu por alguns momentos para tomar ar. Há foto que comprova o fato.
Sinal dos tempos
Logo os Estados Unidos que mais sofre com ciclones, vendavais, temporais, tufões e tudo o mais, não mandou nenhum representante federal para a agitada COP30 em Belém do Pará. Puxa!
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