Com ou sem máscaras?

No dia em que escrevo esta Coluna (09/03) o Governo Estadual de São Paulo aboliu praticamente o uso de máscaras contra a pandemia em lugares abertos. E dependendo da diminuição da procura de leitos em hospitais públicos (em todo o Estado) poderá permitir que não se use mais também em lugares fechados. Isto, a partir de 23/03. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, São Paulo já alcançou 90% de vacinados a partir dos 18 anos de idade.
Aliás, São Paulo não é o primeiro Estado brasileiro a permitir o não uso de máscaras em lugares abertos. Mas será um dos primeiros a aceitar o não use delas em lugares fechados.
Tudo bem! Mas será que os já famosos infectologistas que dia e noite e noite e dia apareciam nos canais televisivos discutindo sobre os cuidados com a Covid-19, iram aceitar isso? Será que ainda não é cedo demais para tal ação? Por falar neles, médicos infectologistas, faz já um bocado de tempo que não aparecem nas telinhas televisivas. E estão fazendo falta, muito falta em seus depoimentos científicos. Eles, infectologistas, na ausência de informação do negacionista Governo Federal informaram o povo brasileiro sobre os malefícios mortais da pandemia. Mas, por que tais médicos já não aparecem tanto? Tudo indica que é porque o noticiário sobre invasão militar da Rússia na Ucrânia domina a maior parte dos conteúdos informativos das TVs. Os acontecimentos do Brasil ficaram meio de lado e com isso também os avisos sobre a Covid, o que é uma pena.
Caso o uso de máscaras seja abolido de vez no Estado, caberá a cada pessoa aceitar ou não tal recomendação. É preocupante, pois muitos indivíduos rejeitaram a vacina e tornam-se grupo de risco para quem já tomou, e as pessoas que possuem deficiências de saúde deixará (já) de usá-las? Será que foi uma atitude um tanto precipitada e otimista do Governo Estadual?
Afinal, ainda há muitas e muitas mortes diárias em todo Brasil (entre quatrocentas e quinhentas diariamente). A pandemia não virou ainda uma “gripinha”, como vangloriava o Governo Federal no início dela. Infelizmente. E sem ser pessimista (mas, até sendo) poderão aparecer novos vírus, sabe-se lá. Sem máscaras em lugares abertos e mantendo certa distância entre as pessoas, pode até ser. Mas, sem elas em lugares fechados ainda é arriscado, principalmente nos grupos de meia-idade.
Antes da chegada da pandemia, quando assistíamos algumas cenas urbanas da cidade de Tokyo, Japão e víamos algumas pessoas com máscaras, achávamos estranho. Será que o ar lá seria mais pesado que em outros lugares? Não víamos este fato em outros países com cidade também populosas. Pois é, quem iria pensar que um pedaço de pano, amarrado nas orelhas e tapando a boca e o nariz iria salvar milhões de pessoas nesta aldeia global. E depois, vieram as benditas vacinas.
Estamos esperando (alguns, ansiosamente) pela quarta, quinta ou mais doses dela. Daí, poderemos aposentar as máscaras. Elas merecem.

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