Costureiras: as artistas de alta performance

Foram dezenas em Itapetininga as costureiras que eternizaram o look dos anos 1950, cujos vestidos valorizavam quadris e seios. Na época, a grande Marilyn, uma mulher esplendorosa – modelo para as itapetininganas, soube jogar no seu corpo a moda da época.
Ela- e também, a francesa Brigite Bartdot- fazia o papel de ingênua sensual, a mulher que, nos cantos escuros do cinema e das festas ultrapassava as regras da época vigente. Nos saudosos anos 50 valorizavam-se as anáguas e inúmeras mulheres não se limitavam a usar uma só anágua (para quem não sabe, saiote), mas várias, que enchiam o corpo (da cintura para baixo) sugerindo um cone.
Quilômetros de panos eram usados na confecção de um vestido, bem amplo, na altura do tornozelo ou da canela. Durante os anos 50, a alta-costura viveu o seu apogeu. Nomes importantes desta área, transformaram esse tempo no mais glamoroso e sofisticado de todos.
Se as grandes capitais do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e outras cidades de porte contaram com grandes costureiras – as de ponta – Itapetininga, teve em outros tempos passados competentes e artísticas profissionais da costura, conhecidas, respeitadas e requisitadas, também, em várias localidades desta região. Trabalhavam nas próprias residências do interessado ou então em oficinas próprias localizadas em vários pontos centrais da cidade.
Todas senhoras e senhoritas procuravam constantemente as celebradas e quase artistas da tesoura e da elegância, a fim de encomendar vestimentas para as variadas espécies de festas: aniversário, casamento bailes de formaturas, solenidades cívicas e militares e outros atos suntuosos, ou simplesmente pela tendência em estar sempre bem vestidas.
Foram famosas e ainda vivem na memória de algumas pessoas as figuras de d. Bendita, sra. Levy, d. Cecy de Lara, d. Mercedes – progenitora do saudoso cantor Almir Ribeiro, Célia Rolim e muitas outras de extrema categoria, como d. Mercedes, d. Tárcia (mãe da falecida professora Elenice) e d. Marina Ambrósio. Hoje atua neste campo profissional Vani Cardoso Almeida, categorizada estilista a que mais confecciona vestidos de noiva para grande parte da sociedade local e interessadas da região.
Todas elas esmeravam-se na feitura de vestidos de vários modelos, utilizando tecidos como seda, algodão ou renda. Diversas costureiras – inclusive algumas confeccionando camisas masculinas – destacando-se d. Gertrudes, da família Guranieri – realizavam seus trabalhos na residência do próprio cliente.
Não faz tempo, no Clube Venâncio Aires, realizavam-se concursos para a escolha das mulheres “Mais Elegantes” de Itapetininga, evento em que participavam figuras das mais expressivas da sociedade local. Destacavam-se nesta área em épocas diferentes as irmãs Gavião – Márcia e Therezinha de Jesus – Maria de Souza, Adelaide Vaz, Giselda Almada, Carmem Fogaça Barreti, Eunice Caiolli, Iolanda Gatti, Cecília Matarazzo, Veja Alvers, enfim “uma cidade que se tornou quase um mito em razão da elegância de suas mulheres”, como costuma dizer o colunista Ivan Barsanti.

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