Dr. Orlando se aposenta e deixa um vazio

Foram quarenta e quatro anos ininterruptos dedicados exclusivamente à medicina, atendendo qualquer cidadão sem nenhuma restrição ou preconceito a cor, raça, religião, profissão ou idade. Um verdadeiro sacerdócio, na acepção da palavra, honrando a carreira que abraçou. Formado na Pontifícia Universitária Católica de Curitiba, Paraná, após ter concluido os estudos preliminares no Colégio Imaculada Conceição e “Peixoto Gomide”, destacando-se não só pela sua humildade, como pela aplicação nas aulas que recebia e as aproveitava com eficiência.
Mesmo atingido por uma paralisia (poliomielite) desde os dez anos de idade, que o marca até os dias de hoje, não deixava de praticar o futebol (que admira com fervor), como hábil goleiro, no antigo campinho do Pedrinho Rosa, ocupado hoje pelo mercado e agência dos “Correios”. Ao lado dos meninos da época, Waldemar Bicudo (jogador da Associação), Nelo Leitão e seu mano Lipa (também craques da Veterana), Tanaca Nogueira (ex-atleta do Casi), Cardoso (da Associação) e outros, Orlando se sobressaia pelo empenho e garra durante as partidas.
Sua trajetória na área da saúde encerra-se neste 20 de dezembro, com o fechamento da clínica instalada, em inicio da carreira na rua Silvio de Moraes e posteriormente na Monsenhor Soares, aliás, onde mantém sua residência. Seus pais oriundos de Portugal, Antonio Cardoso e Albertina da Silva Cardoso, sempre se orgulharam do filho “que nasceu com a missão sagrada de atenuar o sofrimento do próximo e atender o semelhante na cura da enfermdade”.
Para chegar ao estágio em que se encontra, sempre se atualizando na medicina e com a fé cristã que o acompanha constantemente, Orlando Cardoso, 71 anos, residiu na capital paulista, onde no Hospital Cruz Azul se especializou em Pediatria, sendo o primeiro médico em Itapetininga a exercer este ramo, atendendo milhares de crianças, não só deste municipio como de toda região sudoeste.
Colocou toda dedicação e competência ao servir nos Postos de Saúde Genefredo Monteiro e outros locais, além de unidades de Alambari e Guarei, considerado como “o grande médico pela atenção, carinho, competência e esperança que influia no ânimo dos pacientes”.
Sente-se realizado e orgulhoso, além de satisfeito e alegre em ter participação ativa na Unimed desta cidade, como médico pediatra prestimoso e um dos fundadores em grande parte desta área do Estado.
Um perfil de médico como os de familia, pois mesmo chamado a visitar doentes em lugares ermos e íngremes jamais deixou de atender, “fossem de quem fossem, inclusive aqueles mais necessitados”.
Seu legado constitui-se nos filhos Luciano, Advogado em S. Paulo, Ana Luisa, farmaceutica com laboratório na rua Monsenhor Soares, Maria Thereza, fisioterapeuta em Curitiba, Paraná, além dos netos considerados “bençãos divinas”: Rodolfo, Maria Fernanda, Maria Luisa, Ana Beatriz, Luiz Felipe e Francisco, todos sob vigilância atenta e religiosa da esposa Maria Tereza, companheira inseparável de Orlando Cardoso, um exemplar casal.
E como proclama o cunhado ex-superintendente da Gessy-Lever, José Pires Germano: trata-se, então, neste 20 de dezembro, do descanso do guerreiro”.

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