“Eu Vejo o Futuro Repetir o Passado”. “Eu Vejo Um Museu de Grande Novidades…”

A frase acima, título deste artigo é do genial compositor e cantor, Agenor o Cazuza que como outros ícones da musica nos deixaram precocemente, vítimas da AIDS.

Estes versos são da bela e profunda canção “O Tempo Não Para” gravada em 1988, época em que excepcionais bandas de rock/pop estavam no auge aqui no Brasil.

Neste dias no meu carro dando uma volta pela deserta cidade de Itapê, para espairecer um pouco, fiz uma busca  nos dials  (frequências) no som  e constatei  que as  rádios em sua grande parte da sua programação estão fazendo um “remember dos bons”, um flash back total e executando músicas pop/rock dos anos 80/90 e que não  envelheceram, pelo contrário, continuam atualíssimas. É querido Cazuza, não só você não!  Eu também “Vejo o Futuro Repetir o Passado”.

Mesmo as grandes rádios, as chamadas comerciais, voltaram a incluir em sua programação musicas clássicas dos anos 80 e 90. Qual ou quais são os motivos? São diversos! Talvez a pandemia que parou geral e nenhuma banda esta gravando na atualidade, o fim das mídias físicas (vinil, cd e dvd) a disseminação dos canais do Youtube e de streamings de um modo geral, que ocasionaram uma pluralidade imensa, mas ao mesmo tempo são para alguns nichos, guetos e grupos específicos.  As bandas não tem mais aquele alcance que tinham em todo o território Nacional, o fim das mega gravadoras, a decadência da TV aberta são muitas as possíveis justificativas. Nos anos 80 e 90 bandas e cantores vendiam milhões e milhões de discos, depois passou para CDs e DVDs. Ganhavam discos de ouro e platina nos programas famosos de auditórios. Outros tempos…..

Me sinto privilegiado de ser de uma geração que foi embalada pelas canções de cantores/compositores como: “Lulu Santos”, “Rita Lee” “Marina”, o próprio Cazuza na sua ótima faze em carreira solo bandas como : “RPM (fez um sucesso estrondoso, mas durou pouco) “Barão Vermelho” , “Ira”, Engenheiros do Havaí”, “Titãs”, “Ultraje a Rigor”, “Paralamas Do Sucesso”, “Biquini Cavadão”, “Capital Inicial “, “Nenhum de Nós” , “Camisa de Vênus”, “Plebe Rude” “Kid Abelha” e claro para mim a maior e a mais importante de todas a  “Legião Urbana” comandada pelo cantor (belíssima voz), poeta e até mesmo um guru (ele odiava este termo, mas era sim e ainda é)  nosso Renato Russo, um poeta nato, que era a voz, a inspiração da minha geração, Renato e a sua  Legião (que recebeu a interessante definição de “Religião Urbana”, preenchiam e ainda preenchem nossas almas com suas músicas que nos davam um norte e uma reflexão em nossas vidas  na nossa linha ideológica, Eram os representantes máximo da “Geração Coca Cola”, como foi definido a nossa, (anos 80/90) na bela e provocativa canção com o mesmo nome.

Tive o privilégio de assistir aos shows de praticamente todas estas bandas citadas, faziam um som ao vivo de primeira qualidade, levavam inúmeros fãs com shows “lotadassos” , muitas delas acabaram, mas deixaram o seu  legado para sempre,.Poucas delas ainda estão na estrada  heroicamente e bravamente ainda fazem um som espetacular, mas para um publico bem menor, mais seleto mais intimistas, os chamados pocket shows.

E no cenário internacional a situação não é diferente, muitas bandas boas e grandes desapareceram e as rádios internacionais como as daqui também executam as músicas  dos anos 80 e 90, que foram sucessos estrondosos nos 4 cantos do planeta com bandas  e cantores excepcionais.

Mas, enfim… Ficou um grande vácuo na indústria musical mundial, talvez difícil de ser preenchido novamente. Me sinto num misto de felicidade e tristeza diante deste incerto cenário musical  no Brasil e no mundo. Fico feliz porque são músicas, bandas e cantores que marcaram minha infância, adolescência e juventude para todo o sempre.  Mas ao mesmo tempo me deprime, me angustia. Aí penso e reflito: “O que será do futuro musical mundial”?

Por enquanto vamos conferindo e ouvindo “Um Futuro Repetir o Passado

Até a próxima,

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