A palavra eutanásia é constituída de duas palavras gregas “eu” e “tánatos”. “Eu”, no grego, quer dizer bom ou boa e “tánatos” é morte, portanto, boa morte, suave morte.
A primeira eutanásia que se tem notícia ocorreu em Canaã, hoje Israel. Saul, o primeiro rei de Israel, guerreando contra os filisteus, foi ferido por eles. Diante da morte, “disse Saul ao seu escudeiro: Arranca a tua espada e atravessa-me com ela para que porventura, não venham estes incircuncisos, e me traspassem e escarneçam de mim”.
Tal atitude foi reprovada por Davi, genro de Saul e o segundo rei de Israel. Diante da notícia, Davi mandou matar o amalequita que lhe trouxe a notícia trágica, ensinando que não se mata o ungido do Senhor dos senhores para suavizar a sua dor. (ISm.31 e II Sm.1)
A Bíblia , por outro lado, é contra a eutanásia, quando diz: “Não matarás”. Os teólogos de Westminster, discorrendo sobre o sexto mandamento da lei de Deus, disseram: “ O sexto mandamento exige todos os esforços lícitos para conservar a nossa vida e a dos nossos semelhantes”. Dizem, ainda, que o sexto mandamento proíbe o tirar nossa própria vida, ou a do nosso próximo injustamente, e tudo aquilo que para isso concorra.
Dr. Flamínio Fávero, professor catedrático da Faculdade de Medicina do Estado de São Paulo, num artigo publicado na revista “Problemas Brasileiros”, em janeiro de 1971, logo na introdução do artigo “Da Eutanásia”, escreveu: -“Nos tempos de Hipócrates eram os médicos procurados pelos clientes fartos de viver para terem alívio pela morte que um tóxico lhes facultaria. E, daí a repulsa à prática, que o velho sábio de Cós inscreveu no seu juramento: “A ninguém darei para agradar, remédio mortal, nem conselho que o induza à perdição”.
O artigo é excelente e por isso eu o conservo, como admirador do famoso médico, presbítero Presbiteriano Conservador. Diz, ainda o famoso médico conferencista: “A eutanásia, direta ou por ação, é contrário a moral natural. A vida é um depósito. Cada um de nós deve preservá-la a todo custo para dar contas a quem tiver o direito de pedi-las. Rejeita-se a autoridade do Criador, que a ética religiosa proclama? ”
Argumentando, ainda diz: “O símile com o assassinato por piedade não pode ser levantado e nem defendido. Assassinar é sempre mal maior, seja ou não por piedade não pode ser levantado e nem defendido. Assassinar é sempre mal maior, seja ou não por piedade. Quem isso faz é homicida”.
Eu, humilde Pastor e Professor, sou contra a eutanásia e concordo com o Presbítero regente.
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