“Fecha a Linha” – do pavilhão o grito alentador

Ao consultar o sábio dicionário torna-se conhecimento que a palavra “pavilhão” significa construção isolada no centro ou aos lados do corpo principal de um edifício.
Fugindo a esta esclarecedora definição, nosso retratado não se encontra isolado, mas na parte central do campo ladeado por duas arquibancadas. Localizava-se no denominado estádio “José Ravacci”, “Pim Ravacci”, ou campo da veterana Associação atlética de Itapetininga e situada no centro da cidade. Fundada em 1934, onde se encontrava estabelecida a “Magister”, com o precioso auxilio do Cel. Toniquinho Pereira, transferiu-se para o atual local, aliás, hoje bem valorizado no mercado imobiliário da região.
Brilhante foi a atuação da “Veterana”, durante longa jornada, disputando inclusive a final para o ingresso na Divisão Especial da Federação Paulista de Futebol. Por ela desfilaram craques de categoria honrando as cores alvi-negras e o nome de Itapetininga em várias regiões do estado de São Paulo. Destacaram-se, entre outros Costa Pinto, Cauchiolli, Malatesta, Osvaldo Cardoso, Duiá, Brasilino, Feijão, Arlindo, Geraldo Alves, Oliveira (depois atuando no Palmeiras), Dico Sonêra, além de Liceu, Lapa, Eleuzes, Osmair, Canarinho…
Nesse estádio, hoje servindo como campo de treinamento de veteranos, esteve sempre sob a responsabilidade de “Manoel Português”, e a grande torcida sempre presente aos grandes embates. Ocupava toda volta do alambrado como nas arquibancadas situadas paralelamente às ruas Cel. Afonso e Pedro Marques sendo nesta onde se postava geralmente toda torcida contrária. Mas o espetáculo não se restringia apenas aos jogos, os incidentes e brigas entre torcedores e principalmente na conduta coletiva daqueles que se encontravam ocupando todo espaço das acomodações no Pavilhão – um marco no estádio na definição de Zecaborba Soares Hungria.
Consistiam, segundo observa o advogado José Ribeiro “os segmentos principais da sociedade itapetiningana, que lá se agrupava cordialmente”.
Bem visíveis e ruidosos encontravam-se seguidamente, professores, liberais, comerciantes, empresários, políticos e outros “bem sucedidos na vida itapetininga”. Destacavam-se como assíduos freqüentadores do clube e do pavilhão os irmãos Cardoso e Julio Reis – construtores – Ivens e Darci Vieira, Reinaldo e Epaminondas Ambrósio, Dedé Terra, Bartolomeu Rossi, Camargo da livraria, Jô Lara e Miguel Ayub, Arnaldo e Dino Barreti, Joaquim Aguiar, Jair Barth (orador do clube), Eduardo Soares, Fernando Costa, Costábile Matarazzo, Vadosinho e seu filho Jorge Brisola, Eduardo de Souza, José Giordano, salientando-se o libanês Calil Yared, proprietário do mitológico Bar Rodovia. Todos, jamais deixaram de assistir e prestigiar a equipe alvi-negra, em “qualquer situação”, inclusive colaborando financeiramente. Calil Yared, em toda sua existência, jamais deixou de assistir uma só peleja da sua “equipe querida”. Sentado, na primeira fileira do pavilhão, gritava o altissonante “Fecha a Linha”, quando os atacantes atleticanos adentravam a área adversária, incentivando-os para conquistar o gol. Um espetáculo à parte, como se comentava na época.
Uma das grandes formações da Associação era integrada por sete jogadores afros descendentes: Tempero, Cacau, Coquita, Chupeta, Tico-Tico (considerado o maior jogador de futebol desta terra), Marolo e D’Burro. Foi avaliada como a melhor equipe da alvi-negra e campeã amadora de 1954-1955.

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