Futuro ou Imperativo?

O Seminário Presbiteriano Conservador exerceu uma influência muito grande sobre a minha vida. Fiz lá o curso Propedêutico, que na época correspondia ao Ginásio, Fiz lá o Pré-Teológico, que correspondia ao Clássico e hoje, curso Médio. Fiz lá o Teológico e, com ele, Filosofia. Saí Bacharel em Teologia. Entrei como aspirante ao Santo Ministério e saí Teólogo. Entrei adolescente e saí um jovem guapo.
De lá para cá, parafraseando Paulo, o apóstolo dos gentios, posso dizer: “Eu de boa vontade gastarei e ainda me deixarei gastar em prol de vossas almas, embora saiba que quanto mais vos amo, serei menos amado por vós.” (II Cor. 12:15)
Por que menos amado? – alguém poderia perguntar. Respondo: Sou menos amado, porque combato o pecado. Sou menos amado, porque corrijo, desejando a perfeição dos imperfeitos. Sou menos amado, porque combato a corrupção. Sou menos amado, porque procuro agradar a Deus e não aos homens.
No Seminário aprendi que os tempos verbais possuem definições bem mais complexas do que as que são apresentadas nas gramáticas. “Não furtarás” está no futuro, mas não tem valor de futuro. No mandamento divino, o futuro tem valor de imperativo. “Não furtarás” equivale a dizer: Não furtes, É proibido furtar, Não se deve furtar.
O cristão não furta. Por outro lado, o verbo furtar na Bíblia é abrangente, inclui roubar. Para Deus, tanto furtar como roubar, é a mesma coisa e a penalidade é a mesma. Os homens, que são doutores, graduam o pecado, porém Deus, que é o autor do mandamento, exige que respeitemos o bem alheio, seja grande ou pequeno. Não importa a forma como se apropria do bem dos outros ou da Pátria amada, como sucede em vários países.
Antônio Vieira contou uma ilustração, numa prédica que fez na Igreja da Misericórdia em Lisboa em 1655. Disse o grande orador sacro: “Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício, porém ele que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: “Basta, senhor, que eu porque roubo em uma barca sou ladrão, e vós que roubais em uma armada, sois imperador.” O maior orador do século XVII e não do XXI, conclui: “O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito,os Alexandres.”
A Bíblia afirma que os ladrões serão condenados eternamente. Quem afirma isso é São Paulo: “Nem ladrões, nem avarentos…..herdarão o reino de Deus.” I Cor. 6:10)
Sobre esse lugar de tormento o Pe. Vieira diz: “O fogo desta vida consome tudo o que abrasa; o fogo do inferno abrasa e não consome.”
Eu, agora, pergunto: Quem acredita em tudo isso?

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