Mãe relata mistura de amor e culpa na adaptação escolar da filha

Agosto chegou e, com ele, iniciou a temporada de volta às aulas. As lancheiras já estão preparadas e os uniformes serão desdobrados para servirem naqueles que são nosso coração fora do peito.

Entretanto, o que para alguns se trata apenas de um retorno do ano letivo, para outros é o primeiro capítulo de uma nova história. Será a vivência tênue da primeira escola. A primeira separação. O primeiro “tchau”.

E não podemos negar que, para as mães, a experiência é tão intensa quanto para seus filhos. É o caso da advogada Iara Viana Ferreira, 32 anos, que decidiu colocar sua filha Maria Eduarda na escola com 1 ano e 7 meses: “Sempre incentivei o desenvolvimento da Maria Eduarda em casa, com livros, brinquedos educativos, conversas. Mas chegou um momento em que percebi que ela precisava de mais estímulos, mais interações, outras crianças. Foi aí que começou a busca pela escola ideal. Chorei em muitas visitas às escolas. Não por insegurança em relação às escolas, mas porque é muito difícil confiar a alguém o nosso bem mais precioso. Eu sabia que essa decisão teria um impacto enorme na vida dela – e queria mais do que uma escola, queria um lugar onde ela pudesse criar laços, ter uma infância feliz, formar amizades como eu tive”.

A advogada é uma pessoa dedicada e sonhadora. Seus sentimentos são intensos e ela tem o dom do “cuidado” – seja com amigos, familiares ou clientes. Dentre tantos sonhos guardados no íntimo do seu coração estava o desejo de ser mãe. A descoberta da gravidez foi o dia mais feliz da sua história. Contou ainda que o início da maternidade, como para muitas mulheres, não foi fácil.

Enquanto autônoma, viveu um choque ao sair da rotina intensa de trabalho. A correria fazia parte da sua identidade e sabia que não poderia se afastar por tanto tempo da profissão. Menos de trinta dias após o parto, ela já estava em sua primeira audiência: “Foi desafiador, mas também transformador. Aprendi que o amor por um filho nos fortalece de uma forma que nem imaginamos”, relata a advogada.

Neste cenário, Iara e seu marido matricularam a filha na escola, com 1 ano e 7 meses. Não há dúvida de que a mãe viveu dias intermináveis de angústia, medo e culpa, mas a certeza de que era a decisão certa para o momento, foi maior que qualquer sentimento intrusivo. Em apenas duas semanas Maria Eduarda já estava adaptada. Inclusive, nas férias, perguntava o motivo pelo qual não poderia ir à escola. Isso provou que seu palpite de mãe estava certo, levando embora qualquer culpa estagnada.

A verdade é que a maternidade exige decisões necessárias, mas que também refletem sentimentos de dor e dúvida. O importante é que cada mãe sabe, no fundo, o que é melhor para seu filho – e para si mesma. Cada realidade carrega um desafio. Uma escolha e/ou renúncia. Não há certo ou errado, sequer roteiro a ser seguido.

Entretanto, a régua de cada família é única. Talvez para alguns o ideal seja aguardar para colocar o filho na escola, ao mesmo passo que para outros inexiste opção e – diante da profissão ou necessidade de maiores estímulos – a unidade escolar é a solução.

Independente do motivo e escolha, ser mãe é um eterno “viver de culpa e amor”. Você sabe que, apesar de dolorosas, algumas atitudes são necessárias. É como disse a Doutora Iara Viana: “Ser mãe me transformou profundamente. Aprendi quenão existe equilíbrio perfeito, massim escolhas diárias guiadas pelo amor”. E, talvez, seja realmente isso que a maternidade nos ensina: que na bússola do maternar, o amor é o Norte e a culpa um fardo que tenta nos confundir. Contudo, no fim do dia, quando os pensamentos invadem, é esse amor que nos segura pela mão e auxilia na decisão. Então, não há o que temer. Seja chegada a hora de arrumar a lancheira, ou de dar outro passo, a mãe sempre terá a delicadeza de quem cultiva um sonho ou ainda a coragem de quem ajuda o filho a criar asa para voar no mundo, mas nunca sem se esquecer de quem “sempre foi sua casa”.

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