Mais uma crise

A crise de nossa economia já espalha seus efeitos pela sociedade, atingindo com maior rigor pobres e remediados.
O desemprego, pior chaga social, atinge um crescente número de brasileiros, levando ao desespero famílias inteiras, que vislumbram a falta de recursos para o atendimento até de suas necessidades mais básicas. A antevisão dos problemas da falta de emprego leva multidões a ocupações menos rentáveis, com a consequente precarização dos salários e das próprias relações de trabalho.
Surge, revigorada, a inflação, agravadora das diferenças sociais e matriz da corrosão do poder aquisitivo dos salários. Como o trabalho costuma, em regra, ser fiado, seu valor relativo, após um mês, já está corroído.
A inflação encarece o crédito e afugenta capitais. A inflação, necessariamente projetada para o período seguinte, ganha vida própria, gerando um ciclo vicioso.
Investimentos são postergados, e a demanda de bens duráveis acaba deprimida, gerando nefasta reação em cadeia. O consumo, de alimentos a remédios, sofre queda, e acabam premiados os produtos de baixa qualidade, em contexto onde a regra é buscar o menor preço.
Combustíveis, energia elétrica, pedágios e serviços de água e esgoto sofrem generosos acréscimos, embalados pela recomposição dos preços públicos, em todos os níveis.
Não será desta vez que o mundo irá acabar, e o Brasil, maltratado desde 1.500, continuará vivo, mesmo após algum sofrimento e atraso. Os governos serão forçados (até que enfim !) a gestões mais econômicas, eficientes, responsáveis e éticas.
Até Câmaras de Vereadores, tradicionais, insistentes e por vezes desavergonhadas consumidoras de recursos públicos, acenam com diminuição de subsídios e outras economias, quando forçadas pela justíssima indignação popular.
Embora a crise que se inicia tenha origem e causa no Governo Federal, ela escancara a ineficiente, perdulária e desrespeitosa gestão, que caracteriza nossos estados e municípios. Governar gastando é fácil, gerir com responsabilidade e ética é difícil.
Convém, em contexto de crise, revivermos a fraternidade humana, evitando que o desemprego acarrete tanto sofrimento e penúria àqueles que são vítimas inocentes de nosso descalabro. Cada um, a seu modo e âmbito, pode e deve socorrer o próximo, qualquer que seja a oscilação da Bolsa de Valores, valor do dólar ou desempenho das exportações.

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