O clube que arrebatou a cidade

Quando, nos anos de 1940, foi fundado, o CASI, comemorado pela população itapetiningana, constituiu-se em uma longa temporada de êxito, quase sem precedentes na região.
Completando agora 75 anos de sua implantação, o acontecimento foi agraciado como o livro “CASI, Clube Atlético Sorocabano”, de autoria de Ciro Vaz de Almeida, bacharel em Direito e ex integrante da equipe de futebol dos associados da entidade, de 1981 a 1993.

O livro todo diz respeito à história desta agremiação ferroviária, representando-se em orgulho de Itapetininga, diante de sua grandeza no futebol, idolatrado por toda região e respeitado por todas as entidades similares.

O livro, em quase suas 90 páginas, narra com precisão e clareza toda a movimentação deste clube, não só pela então numerosa classe ferroviária da região, como também pelos numerosos torcedores e admiradores fervorosos adeptos do futebol.

Com volumosa torcida, não só de familiares e parentes ferroviários, como outros não integrantes do quadro funcional da entidade, o CASI representou, enquanto em ação, com dignidade a cidade de Itapetininga, notabilizando-se pela sua técnica e amos à camisa que representava.

O livro, muito bem elaborado, com detalhes todas as nuances porque passou a equipe, tendo jogadores de alto padrão e os “enorme amor à camisa que representava”, como costuma lembrar Canarinho, um dos grandes arqueiros e apaixonado pelo clube, até os dias atuais.

Completando 75 anos foi agraciado como o livro “CASI, Clube Atlético Sorocabano”. Foto – Arquivo Pessoal

A publicação, quase completa em suas lembranças, cita, inclusive o nome de todos os jogadores que atuaram durante os anos em que a equipe estava em plena atividade e, fatos curiosos a respeito.

Lembramos agora que durante uma partida – um clássico da cidade – com a arquirrival Associação Atlética local, batida uma falta contra o CASI, a bola tocou de leve em uma pedra e enganou o goleiro “Padeiro”, que se preparava para a defesa. Com esse tento Associação venceu a partida e a “pedra, posteriormente, foi colocada dentro de uma garrafa, no balcão da farmácia do Alziro – torcedor da equipe ferroviária. Isto tudo, com detalhes, foi irradiado por Carlos Jose de Oliveira, na então PRD-9.

Muitos ainda se recordam quando o CASI foi disputar a final do campeonato amador com o esquadrão da Associação Atlética, na cidade de Buri, que foi invadida por milhares itapetininganos, torcedores das duas equipes, que foram assistir à partida. Buri “ficou sitiada”, como brinca Canarinho.

E, também, alguns se recordam perfeitamente a ocasião que na entrada antigo do campo – na rua Virgílio de Rezende – havia um “robusto tronco de árvore caído e o folclórico seu Romão, sentado com numerosos jovens, incentivava, com um megafone na mão, em alto e bom som, a equipe do CASI a vencer as partidas. Igualmente, em um dos jogos contra a mesma rival, após a final da porfia, torcedores – inclusive senhoras de idade – agrediam com sombrinhas os adversários no final da contenda.

Foi notável o CASI, uma das atrações domingueiras e paixão de grande parte da população local e regional. Vale a pena ler o livro “CASI, 75 Anos”.

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