O Eco

Certa vez, de repente, depois de uma aula, na escola dominical, um aluno me perguntou: Na época de Jesus não havia microfone, como as pessoas conseguiam ouvi-lo no monte das beatitudes? Ele não era seguido por uma grande multidão?
Confesso que fiquei pasmo com as perguntas, porém respondi, lembrando-me das aulas de Geografia da Palestina. Afirmei que o próprio lugar permitia que se falasse normalmente, pois o som do Evangelho era conduzido pelo ar em movimento. Jesus, como Deus encarnado, sabia do fenômeno e, por isso, aproveitou o local para ensinar as verdades espirituais.
Ele gostou da resposta e, muitos anos depois, confirmei tal fato, visitando o local, onde Jesus pronunciou o seu discurso. É uma região onde ocorre o eco. Mateus, o evangelista, discorrendo sobre o assunto, afirmou, na biografia de Cristo, que Jesus falava com autoridade e não como os fariseus. O Messias falava com poder, uma vez que conhecia o assunto e vivia as verdades que pregava. Depois de sua ressurreição, ele deu uma ordem, usando o verbo ir. Cumpro a determinação de Cristo, sendo o eco de sua voz, uma vez que procuro imitá-lo em tudo.
Jesus disse: “felizes são os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”. Eu repito “ipsis litteris”, pregando que os homens devem viver em paz na igreja e no mundo. Ele disse: “amai os vossos inimigos e …” Eu, como sou eco, repito, pregando: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”.
Cristo exigiu a perfeição de seus discípulos e eu repito: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial”. Ensinou como se deve orar e eu, como sou eco, difundo a lição, dizendo: “Quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. Darei ênfase ao substantivo “Pai”. A oração deve ser endereçada ao Pai celestial.
Pregou Cristo o perdão e como é difícil perdoar, eu, como eco, repetirei várias vezes: “Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”.
Posso dizer, como São Paulo, o apóstolo de Jesus Cristo, quando escreveu aos cristãos de Corinto: “ De mui boa vontade darei o que é meu e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós”. (II Cor. 12:15) Como eco sou menos amado, todavia não minto, não acrescento, não adultero, pois só repito o que Jesus ensinou e assim quero ser, vivendo os ensinos de Cristo e repetindo para os outros a mensagem do Mestre dos mestres.
Eu sou o eco da voz de Cristo.

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