Não me refiro aos tempos verbais, pois eles situam o ato ou a ação verbal dentro de determinado momento. São eles, como ensinam os gramáticos, três: presente, pretérito e futuro. Tanto o pretérito como o futuro se dividem. O pretérito pode ser imperfeito, perfeito e mais que perfeito. O futuro pode ser do presente e do pretérito. Se eu estivesse numa sala de aula, explicaria cada um por sua vez.
Como professor e religioso, vou focalizar o tempo presente da nossa existência, assim como o futuro.
O jovem, por exemplo, deve se preparar para o futuro, aprendendo uma profissão para que no futuro possa usufruir dos frutos de sua aprendizagem. Quanto a vida religiosa, deve fazer o mesmo e para isso os pais devem orientar os seus filhos, tanto na vida secular, como espiritual.
Os Reformados, quando vão batizar um infante, exige dos pais um compromisso de ensinar e educar para que a criança possa ler e escrever, crescendo na vida espiritual e social. O batismo infantil, conforme reza a Confissão de fé de Westminster, deve ser aplicado “não só aos que professam a sua fé em Cristo e obediência a Ele, mas aos filhos de pais crentes (embora só um deles o seja) devem ser batizados”. (At.9:18, Gn. 17:7, At.2;38,39)
Salomão, o terceiro rei de Israel, no seu livro de Provérbios, exorta aos pais, dizendo: “Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando for velho não se desviará dele”. (Pv. 22:6) é interessante observar que o Rei afirma que o pai deve ensinar no caminho, isto é, o pai deve dar exemplo. Loide e Eunice, avó e mãe de Timóteo, foram elogiadas pelo apóstolo Paulo, uma vez que souberam educar o menino na lei do Senhor. Os judeus tinham o costume de ensinar uma profissão braçal e outra intelectual. Na infância, que é o presente, aprendiam para que no futuro pudessem usufruir dos frutos do passado.
Davi, o rei poeta, disse: -“Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão”. Sl. 7; 25)
Paulo, o apóstolo, era pregador e missionário, mas era tecelão. Amós era profeta, no entanto, exercia a função de boiadeiro. Moisés libertou o povo de Israel da escravidão no Egito, mas sabia pastorear. Pedro foi grande pregador, todavia sabia pescar, assim como João e outros apóstolos. Ter duas profissões sempre é bom.
O presente deve ser vivido, preparando-se para o futuro glorioso para que o passado não seja lembrado com tristeza.
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