Olavo Bilac, o poeta

Quando era menino, li e reli a poesia “A Pátria” de Olavo Bilac, poeta parnasiano. De tanto ler, consegui decorar. Recitei-a numa festa na escola e fui muito aplaudido. Saudades! Dois versos calaram no meu cérebro infantil e cheguei à conclusão, na época, que só com o trabalho podia ter tudo o que eu queria. Os versos eram estes: “Boa terra jamais negou a quem trabalha/ o pão que mata a fome, o teto que agasalha/”.

Depois, já no Seminário, li com muito afinco, o livro de Jó, onde Elifaz, numa exortação, afirma: “O homem nasce para o trabalho, como as faíscas para voar”. Aprendi que devia trabalhar e sempre trabalhar até que Deus, o Criador, me chamasse para morar nos tabernáculos eternos. Estudava com afinco e nunca cochilei durante o dia, pois aprendi que tinha que trabalhar. Trabalhar para ter alimento, trabalhar para ter um teto que me agasalhasse. Com o trabalho, não há tempo para pensar em coisas más e viver preocupado com o dia de amanhã. Aprendi que foi Martinho Lutero, o reformador, quem disse que “a cabeça vazia é oficina de Satanás”, portanto, procurei sempre enchê-la com bons pensamentos durante o trabalho.

Li o apóstolo Paulo e este disse, advertindo: “Vede, prudentemente, como andais, não como néscios e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus”. A preocupação demasiada tem sido um flagelo para a humanidade. É necessário que o homem aprenda a viver. Cristo, o Mestre dos mestres, no seu célebre sermão da montanha, advertiu: “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir.

Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? Observai as aves do céu: Não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo vosso Pai celestial as sustenta. Porventura não valeis vós muito mais do que as aves”?

Trabalhemos com afinco, mas descansemos no Senhor da Glória, no final de cada dia, pois é Deus quem abençoa o nosso trabalho e as obras feitas pelas nossas mãos. Salomão, o terceiro rei de Israel, asseverou: “Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá, enquanto dormem”.

Pedro, o apóstolo, no final de sua carta que endereçou aos cristãos da Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, aconselhou: “Depositai sobre Jesus toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. Cristo, antes de ser assunto para o céu, afirmou que estaria conosco para sempre. Não estamos sozinhos no mundo, mas gozamos da presença de Deus conosco.
Você, caro leitor, é objeto do amor de Deus.

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