Os cavaleiros naquele carnaval

As festas momísticas estão aí e o Brasil todo tornou-se em um país tonitruante de paixão e alegria.

Cada um se diverte como pode e da maneira que quiser. Todas as classes sociais se reúnem e se confraternizam, todos, pelo menos nesses dias. Não há qualquer desavença social e como em uma confraria religiosa, consideram-se irmãos de maneira gentil, cavalheiresca, destituídos de qualquer sinal de constrangimento.
Uma festa para todos e o Tríduo Carnavalesco enaltece o ego de qualquer cidadão, como acentuava sempre, o então folião e hoje já saudoso Lázaro Franci (Lazinho), falecido nesta semana.

Clubes festejam o acontecimento com enorme multidão e centenas dos frequentadores fantasiados ou não, com serpentinas (alguns com os inolvidáveis lança-perfumes) exaltam a data, como se constituísse a maior felicidade do universo.

Nas ruas a mesma situação. Pessoas perambulando nas praças e divertindo-se a valer, compensando o trabalho árduo de todo o ano.

Em Itapetininga as folias em clubes foram sempre insuperáveis. Blocos e cordões sempre se apresentavam galhardamente. Exibiam-se através das ruas Virgílio de Rezende, Campos Sales e Júlio Prestes, encerrando o desfile no icônico Largo dos Amores.
Em um dos carnavais passados (há muitos anos), o então prefeito José Ozi, sugeriu, e foi acatada a ideia, a participação de cavaleiros (ou melhor, tropeiros da época) nos desfiles carnavalescos, junto aos blocos e cordões.

Foi “então que os conhecidos tropeiros deste município Aparício Bueno, Virgílio Lopes Salatiel de Campos, Eraldino Correa, Catulino de Campos, Francisco Cezar Rosa, Aparecido Ruivo, irmãos Tibes, Cesar Piedade, entre tantos outros emolduraram o desfile, provocando interesse e contentamento àquele enorme público que presenciava aquele inesquecível evento”, como lembra o ex vereador José Ribeiro.

Majestosos, trajando vestimentas atinentes às atividades que desenvolviam esses tropeiros itapetininganos exultavam-se de orgulho e satisfação. Desfilaram impavidamente em seus corcéis, semelhantes a cavaleiros regressando vitoriosamente de uma férrea batalha.

O desfile daquele ano, foi considerado como um dos melhores realizados em Itapetininga, isso também em razão da participação dos carros alegóricos, sumamente atraentes. Destacavam-se, entre outros, os carros alegóricos do Venâncio Ayres, Recreativo, tendo como atuantes foliões, Ivone Lisboa, Olga Sacco, Márcia Gavião, Therezinha Costa Pinto e outras de alto porte e beleza.

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