“Quem conta um conto, aumenta um conto”, é o provérbio popular.
Defendi uma tese teológica e outra hermenêutica para receber o título de Bacharel em Teologia. Depois, bem depois, defendi uma tese para receber o título de Mestre em Comunicação e Letras na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Na última, exigiram que eu consultasse a obra original, primeira edição de Machado de Assis. Foi difícil, porém achei. (Não entro em pormenores.)
Hoje, no entanto, depois das experiências acadêmicas, só consulto e dou crédito as obras originais. A Bíblia, que é inerrante e infalível, discorre sobre a visita dos magos do Oriente ao menino Jesus recém encarnado.
Mateus, o evangelista, afirma “que tendo Jesus nascido em Belém, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém e perguntaram: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? ” Não fala o evangelista que eram reis e, também, não cita a etnia e nem quantos eram. Narra que eram magos e tinham visto no Oriente a estrela do Messias e foram a Jerusalém para o adorarem. Conheciam, como se observa pela narrativa, o texto bíblico que assim diz: “Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto: uma estrela procederá de Jacó, e um cetro subirá de Israel…” (Números 24:17)
Quando o rei Herodes tomou conhecimento da chegada de tais magos, ficou alarmado. Convocou os religiosos, como sejam os sacerdotes e escribas judaicos e eles responderam: “Em Belém da Judeia, porque assim está escrito por intermédio do profeta: E tu, Belém, terra de Judá não és…” (Miqueias 5:22)
Herodes era um político esperto, como são alguns do nosso país. Não era rei por direito de nascimento, porém por alianças com Roma. Usou muita violência para chegar ao poder e quando Júlio César foi assassinado, tomou o lado de Antônio e Cleópatra, mas sendo eles derrotados por Otávio Augusto, rapidamente jurou lealdade a Otávio. Para ganhar o favor dos judeus, pois não era, divorciou-se de sua primeira esposa e casou com uma mulher da aristocracia judaica, porém, suspeitando de planos para derrubá-lo, executou a sua segunda esposa e alguns de seus filhos, todavia isso é uma outra história.
Atemorizado, Herodes chamou secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera. Enviou-os a Belém e disse-lhes, como se fosse um religioso autêntico: “Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e quando o tiverdes encontrado, avisai-me para eu, também, ir adorá-lo”.
Os magos, saindo do palácio a noitinha, viram novamente a estrela e vendo-a alegraram-se com intenso júbilo, afirma Mateus. Foram de Jerusalém a Belém guiados pela estrela. A estrela andava como eles andavam e parou, espargindo a sua luz, na casa onde estavam Jesus, Maria e José. Maria e José não estavam mais na estrebaria.
Entrando no recinto do lar, viram o menino com Maria e prostrando-se adoraram o menino, oferecendo-lhe ouro, incenso e mirra. Reconheceram, com os presentes, que Jesus era rei, sacerdote e profeta. Avisado por Deus, foram embora por outro caminho. Não avisaram onde estava o menino para Herodes. José, Maria e Jesus foram para o Egito, cumprindo a profecia de Oséias. (Oséias 11:1)
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