Os muitos Chico!

Comecei a ler esta semana o romance “Essa Gente” escrito pelo gênio Chico Buarque de Holanda. É o primeiro livro que leio do poeta, compositor e cantor, já são 13 livros escritos por ele: “Roda Viva” (1967) “Chapeuzinho Amarelo” (1970) “Calabar” (1973) A bordo do Rui Barbosa, “Fazenda Modelo” (1974), “Gota d’Água (1975), “Opera do Malandro” (1978), “A Bordo do Rio Barbosa” (1981), Estorvo(1991), Benjamin (1995), Budapeste, Leite Derramado (2009), O Irmão Alemão (2014), Essa Gente (2018), todos pela editora “Companhia das Letras” e você pode adquiri-los nas grandes livrarias ou pela internet.

Em “Essa Gente” seu primeiro livro após a consagração do prêmio Camões. O escritor Manuel Duarte tem esse sobrenome de perfil vocálico idêntico, e gosta de bater perna nos arredores do Leblon. Contudo, o leitor logo descobre que isso conduz a um dos muitos becos sem saída da trama.

Autor de um romance histórico que se tornou best-seller nos anos 1990, Duarte passa por um deserto criativo e emocional, tendo por pano de fundo um Rio de Janeiro que sangra e estrebucha sob o flagelo de feridas sociais finalmente supuradas, ostensivas.

Com estrutura de diário, a reflexão sobre a linguagem — marca da ficção buarquiana — parte agora do apontamento rápido, artimanha para auxiliar a memória quando for possível dar sentido ao tumulto do presente. Ao seu melhor estilo, Chico Buarque borra as fronteiras entre vida, imaginação, sonho e delírio, e constrói uma narrativa engenhosa, em cujas entrelinhas se descortinam as contradiçõaes de um país fraturado.

Chico Buarque é um artista tão completo, tão multifacetado, que além de compor e gravar inúmeras canções absolutamente maravilhosas, que já faz parte da nossa história cultural, e com certeza é um dos maiores de todos os tempos, seu legado ficará para eternidade.

Seus livros foram adaptados para o cinema e teatro, cinema e televisão.

Em 1965, Roberto Freire, diretor do teatro TUCA da PUC de São Paulo pediu ao então muito jovem Chico Buarque que musicasse a obra, encenada no palco com trinta estudantes e centenas de outros na retaguarda. Desde então sua presença no teatro brasileiro tem sido constante, tendo a referida peça se tornado um sucesso, inclusive, recebendo premiação num festival universitário de Nancy, na França (le Quatrième Festival Mondial du Théatre Universitaire), onde foi encenada em 25 de abril de 1966, tendo ali sido bem recebida pela crítica, com destaque em publicações no “Le Figaro” e no “Le Monde”.

Em 1966, a peça encenada pelo Teatro da Universidade Católica de São Paulo – TUCA foi lançada em Long Play (LP) pela gravadora PHILIPS, e distribuído pela Companhia Brasileira de Discos.

“Roda Viva”, foi a peça de teatro mais emblemática e polêmica escrita por Chico. Foi estreada no final de 1967, no ápice da Ditadura Militar, fizeram parte do elenco Marieta Severo, Heleno Prestes e Antônio Pedro, nos papéis principais, e a temporada foi considerada um sucesso. a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar. Um grupo de cerca de vinte pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), invadiu o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, espancou os artistas e depredou o cenário.[1] Segundo a Revista O Cruzeiro,[2] de 9 de novembro de 1968, participou do ataque ao elenco do espetáculo Roda Viva João Marcos Monteiro Flaquer.
Todas as músicas citadas você pode ouvir e ver na plataforma Youtube, vale muito a pena, é uma obra riquíssima.
Caros leitores, a obra de Chico Buarque no cinema, teatro e televisão é tão vasta, que terei que dar continuidade na próxima semana e mesmo assim, muito resumidamente. O trabalho do mestre é para ser descrita numa enciclopédia.
Espero vocês!
Até a próxima.

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