Outros natais

Não adianta. Mesmo nestes tristes dia pandemônios, o natal é sempre um momento onde lembramos de nossa infância. Talvez pelo próprio significado da data, vem sempre à mente como sentíamos o natal quando éramos crianças. Este, quase sempre evoca o passado, ao contrário das festas de Ano Novo que projetam sempre um futuro melhor, principalmente em 2021 quando desejamos a volta do “normal”.
Um “normal” com todas as suas contradições, mais depois haverá uma melhora assim desejamos. Natal lembra família e saudade de uma época que éramos felizes. Pensamos sempre assim, acho. Passei vários natais felizes na rua Campos Salles, principalmente na metade dos anos 40 com meus 7,8,9,10 anos de idade. Esperava ansiosamente (como toda criança) pelos presentes que, felizmente, nunca faltavam. Estes eram bem, mais, bem mais simples se comparados com os de hoje. Eram mais padronizados: carrinhos, cavalinhos, soldadinho de chumbo, bola, jogos de armar, livros, nada muito eletrônico ou tecnológico. Até uma certa idade eram colocados nos meus sapatos e depois íamos encontrar com as crianças da vizinhança (que também ganhavam). E daí brincávamos com as novidades por vários dias. Nessa época, década de 40, éramos donos das calçadas e da rua (no caso, a Campos Salles). Quase não haviam carros em Itapetininga. Os veículos passavam de vez em quando e os condutores deste pareciam que pediam licença para nós, a criançada.
A festa cristã daquele tempo parecia ser menos estressante que hoje. Parecia também que o mais importante era a reunião com a família e amigos. Meus tios paternos cantavam ao som de um antigo piano, músicas sobre a comemoração como o “Natal Branco” uma canção norte-americana, já traduzida e antes gravada por Bing Crosby, que era considerado na época o melhor cantor americano e do mundo e cuja a letra dizia que: – “quando a neve cai lá fora…” não tínhamos neve aqui, era Verão, mas meus tios também entoavam a brasileiríssima “Boas Festas” do baiano-carioca Assis Valente: – “Anoiteceu o sino bateu e a gente ficou feliz a rezar…”. Uma música natalina, de conteúdo político, intencionalmente ou não, que nessa época nem todo mundo era filho de Papai Noel e a felicidade eram um brinquedo mais que nem todo mundo tinha.
E, logicamente continua não tendo, hoje.

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