Outros tempos

Já há um ano residindo em São Paulo em 1962 transferi-me para a hoje Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, no curso de pedagogia (1961, estudava na Faculdade de Filosofia São Bento, depois integrante da Universidade Católica de São Paulo, no bairro das Perdizes). Na USP, a faculdade de educação a hoje Faculdade de Educação Funcionava (e funciona) no prédio do Centro Brasileiro de Estudos Pedagógicos, enorme, um dos primeiros da Cidade Universitária “Campus do bairro paulistano do Butantan”. Os outros cursos da faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade São Paulo, somente após os jogos panamericanos de 1963 que aconteceram em São Paulo e cujo os prédios serviram de alojamento para os atletas das três américas. Outros cursos ainda, só foram para lá pós outubro de 1968, quando houve a famosa briga de estudantes uspianos contra os mackenzistas, na também famosa rua Maria Antônia próxima a Igreja da Consolação, centro urbano da capital paulista e que resultou no fechamento do prédio da Filosofia-USP (prédio alias que tornou -se histórico e hoje um centro de pós-graduação. Mas, 1962, lá, na futura cidade universitária, funcionava apenas o curso de pedagogia, num enorme descampado longe da cidade e às vezes nem os ônibus da então CMTC, circulavam à noite. A maioria dos meus colegas era mais velhos, mais adultos, com mais maturidade, provenientes do “clássico” um curso pós-ginasial (como o “Cientifico” e “Magistério”) e que propiciava uma maior base nos estudos universitários, (o currículo do “Clássico”, a nível de colegial hoje), possuía disciplinas mais reais com conteúdos mais universais como: história, geografia, filosofia, sociologia, francês e outros.
Não que o curso de Magistério, a nível de colegial (e que não existe mais) feito aqui, no “Peixoto Gomide”, não fosse bom. Era excelente, e que atingia seus objetivos de ensinar as crianças do curso primário (hoje Fundamental I). Era mais restrito, por tanto. O curso de Pedagogia, pelo menos na USP era amplo, com muita (e muita!) profundidade nos estudos educacionais, didáticos, filosóficos, sociológicos, históricos e culturais. Também muito para conseguir acompanhar o entendimento das aulas de professores como João Eduardo Rodrigues Villalobos, professor de filosofia (que parecia levitar quando falava em Sócrates, Platão, Aristóteles), como também Roque Spencer Maciel de Barros, profundíssimo conhecedor de assuntos educacionais. Aliás a família do professor Roque era de Capão Bonito. Ele nasceu lá. E Douglas Monteiro, de Sociologia que ensinou-me sobre Politica e que abriu-me as portas para outro mundo até então desconhecido, pelo menos, para mim.
Quase todos os meus professores de lá escreveram textos educacionais que depois estariam nas listas recomentadas pela Secretária da Educação do Estado de São Paulo, nos diferentes concursos do Magistério Paulista. Daí que eles tornaram-se populares para o professorado e suas obras eram vendidíssimas.
Aprendia-se muito em sala de aula, assim como nos corredores, quando os professores ou alguns colegas mais sábios, discutiam novamente o conteúdo dado. Lia-se muito, comentava-se muito. Pensávamos em um novo Brasil (como era bom o estudo presencial). Mas veio o Golpe Cívico-Militar de 1964 e pior o Ato Adicional 5 de 1968. Daí só trevas…

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