PARENTES

Parentes são conhecidos compulsórios, não necessariamente amigos.
São pessoas com ancestrais comuns, que podem apresentar interessantes semelhanças físicas e comportamentais. O parentesco é o primeiro e incerto parâmetro de julgamento, por terceiros.
Sobrenomes famosos podem ser indicativos de poder e virtude, ou pouco recato e respeito, a depender do ancestral mais famoso. Parentes de santos são considerados naturalmente bons, e parentes de milionários são instintivamente considerados ricos natos.
Existem características familiares notáveis, como o tamanho do nariz, a altura, o timbre da voz, a afinação, e a tendência à obesidade e calvície, a ponto dos antigos diagnosticarem, solenes : -“É gente dos fulanos”.
É eterno o vínculo de parentesco, que persiste mesmo quando une desafetos ou pessoas que natural e socialmente jamais conviviriam. O vínculo familiar tende a despertar o mútuo sentimento de preservação e sobrevivência. Dizem, maldosamente, que só a tradição familiar pode explicar o elevado número de corintianos e palmeirenses.
Em animais e plantas, o parentesco é indicativo de potencial e eficiência produtiva. Na adoção ou aquisição de cães, é sempre útil conhecermos o comportamento de pais e mães, quase sempre herdados pelas crias.
O parentesco costuma gerar discórdias e inimizades profundas, quando ensejador de parcerias comerciais ou negócios em geral. O vínculo familiar pressupõe comportamentos e confianças que acabam não materializadas.
Não é raro a ruína do decantado vínculo afetivo familiar, quando do trato de heranças. Atualmente, os bens são doados em vida, acautelando os atritos em pleno velório. Conhecendo a natureza humana, os doadores, cada vez mais, instituem cláusulas de usufruto.
Nos velórios de hoje, não raro com várias viúvas, é marcante a presença de amigos, eventualmente parentes, e credores. Devedores temem a memória familiar.
O núcleo familiar é a primeira escola e a mais marcante fonte de virtudes e defeitos. O parentesco tem suas influências, mas é normal a existência de filhos bandidos, de pais santos, e filhos santos, de pais inomináveis.
Outrora, o parentesco parecia imputar maior responsabilidade no amparo à velhice e o respeito aos ancestrais era mais cumprido, quando procedente. Avós e avôs uniam parentes, e suas faltas normalmente geram dispersões e poucas convivências.
Políticos menores valorizam tanto o parentesco que foi necessária a edição de leis que vedam a contratação de parentes, para que as administrações não acabassem transformadas em grandes e unidas famílias.
Famílias, queiram ou não, são sempre submetidas à pendular oscilação de status, materializada no secular e acertado dito, que antevê “pai rico, filho nobre e neto pobre”. Dizem os estudiosos e ocultistas que inimigos cósmicos são fadados ao nascimento sob o mesmo teto. Tomara que não seja verdade!

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